João e Denis, dois quarentões, resolveram comemorar a união conjugal. Para tanto, decidiram passar uma temporada em Miami
Após alguns dias nos EUA, decidiram conhecer as praias paradisíacas e ensolaradas da ilhas caribenhas. Optaram por um cruzeiro que conheceram através de uma agência de Miami.

O cruzeiro escolhido passaria e aportaria em várias regiões do mar das Caraíbas: Aruba, Barbados, Bahamas, Grenada, Ilhas Caymans, República Dominicana, Jamaica, Trinidad e Tobago, entre outros.

Já a bordo, movidos pela emoção e pelo clima, ambos se empolgaram quando o navio atracara na Jamaica.
Em determinado momento, isolados na varanda da cabine, resolveram transar ali mesmo. Nus, alternavam momentos 'calientes' de sexo e descontração. Por vezes, estendiam seus brindes aos pescadores nativos que passavam com suas pequenas embarcações no entorno do navio.

Uma viajem dessa parece o sonho de consumo de milhares de casais e solteiros ao redor do mundo. Entretanto, para João e Denis, se tornou pesadelo.

Na Jamaica, a polícia recebeu uma denúncia e se dirigiu até o navio. Após constatarem o fato, os policiais foram conduzidos ao local e, inesperadamente, João e Denis foram flagrados. Ambos receberam voz de prisão pelo crime de sodomia, foram retirados do navio e detidos pela polícia federal.

Algumas pessoas não têm amplo conhecimento sobre a força imperativa das lei dos países que visitam. Apesar de não serem nativas ou cidadãs, estão sujeitas às leis locais.

Quais dentre as nove localidades acima adotam o crime de sodomia punível em até prisão perpétua?
Barbados (até prisão perpétua), Grenada (até 10 anos de prisão), Jamaica (até 10 anos de trabalho pesado) e Trinidad e Tobago (até 25 anos de prisão). Nas outras, a homossexualidade não é crime.

O caso envolve uma série de questões penais, como leis e princípios pátrios, convenções, tratados, extradição (nem todos os países são signatários de tratados internacionais e nem todos têm pactos de extradição entre si). Até que se resolva, os infratores poderão ser mantidos sob custódia do país visitado.

O melhor a fazer é excluir os países homofóbicos do roteiro. Ou então, interagir antes com os costumes, culturas e até leis de lugares exóticos e desconhecidos. E comportar-se de acordo.

Outros destinos das ilhas do Caribe a evitar: Antigua e Barbuda (até 15 anos de prisão), Dominica (até 10 anos de prisão), São Cristóvão e Nevis (10 anos de prisão), Santa Lúcia (até 10 anos de prisão), São Vicente e Granadinas (até 10 anos de prisão).

A homossexualidade entre mulheres, contudo, não é punida em: Grenada, Jamaica, São Cristóvão e Nevis e Santa Lúcia.
A situação e os personagens usados nessa postagem são fictícios. Foram inspirados no caso dos norte-americanos, John e Dennis (fotos), presos e detidos em Dominica em março deste ano. Eles já voltaram pra casa. (fonte: Queerty e NBC News).

Se fossem brasileiros como sugeriu essa postagem, a situação poderia se complicar porque seriam estrangeiros em território e embarcação estrangeiros.

Os sites brasileiros apontaram a República Dominicana como o país responsável pela prisão dos norte-americanos. Por lá, a homossexualidade não é crime.

Todo cuidado é pouco em terras, mares e ares estrangeiros.
Veja também:
Homossexualidade nos países da África.
Homossexualidade nos países da Ásia.
Homossexualidade nos países da Europa.

10 comentários:

  1. gente, pq um cruzeiro gay ia aportar nessas ilhas?

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  2. O texto não diz que o cruzeiro era gay, caro Foxx.
    De qualquer forma, o Caribe sempre foi uma terra de ninguém!

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  3. Serginho, de fato, o Foxx tinha razão. E você também.
    Logo ao publicar a postagem, eu percebi a palavra 'gay' após 'cruzeiro' e excluí.
    Só que o Foxx comentou muito rápido dessa vez. Minutos após a publicação. Ele deve ter lido a versão anterior.
    Obrigado aos dois.

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  4. De fato é preciso atentar sobre esse importante detalhe.Eu não sei o que faria num caso desse, já pensou ir preso em país estrangeiro ainda,#oremos!Boa semana!

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  5. não tenho a menor intensão de viajar pelo caribe e similares ... #fato

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  6. Essa é a minha incompreensão: não basta vigiar, tem que punir! Enfim... adorei ler os links para os outros posts seus relacionados. Demais isso aqui!

    Beijos.

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  7. Interessante: não é essa a imagem que passa (pelo menos aos desavisados como eu) do Caribe. Apesar que nunca fez meu estilo esses lugares.

    Beijão, meu lindo!

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  8. Lógico que a prisão do casal envolveu discriminação, mas também não me parece muito inteligente transar do jeito que eles fizeram, mesmo que fossem um casal hetero. Às vezes tem gays (e não são poucos) que acham que qualquer implicância com eles é homofobia mas acontece que, munidos deste argumento, muitos pensam que podem agir com mais ousadia que os heteros.

    É importante respeitar as diferenças não somente dos heteros diantes dos gays, mas também dos gays diante dos heteros. Porque se não for assim, a discriminação só vai se perpetuar - e vai ter fundamento para tal!

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  9. Alerta interessante! Mas eu nunca correrei esse risco. Em primeiro lugar, porque prefiro mesmo uma cama macia do que transar em pé numa varanda feia. Isso é exibicionismo de quinta, isso sim!

    Depois, espero passar sempre muito longe dessas ilhotas todas. Meu pouco dinheiro é suado, mas não precisa de lavanderia.
    E o mundo oferece lugares bem mais interessantes (sob o meu ponto de vista, claro). Nunca entendi o fascínio por esses lugares. Eu, hein!

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  10. Achei ótimo eles serem presos. Infringiram a lei! E afinal são duas vezes burros! (1) Transar na varanda ou o que seja pra todo mundo ver(que baixo - hetero pode até fazer, mas vc quer mesmo baixar o seu nível?); (2) a gente precisa saber onde põe os pés e que tipo de comportamento devemos ter, em terras estrangeiras. "Não sou de ninguém. Eu sou de todo mundo, e todo mundo me quer bem" é letra de música do Tribalistas.

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