Todos sabemos que Google é dono do Blogger, do AdSense, AdWords e outros não sei quantos Ad's que vemos por aí. Desde 2006, pela bagatela de U$ 1,65 bi (em ações do Google), a empresa se tornou dona também do YouTube.

O Google tem regras para quem utiliza seus produtos e serviços - tem que ter mesmo para manter ordem na casa. Mas quem impõe regras tem as suas pra cumprir, senão, do mesmo modo, vira bagunça. Para isso, existe isonomia. O que vale pra X tem que valer pra Y, sem distinção.

Esqueçamos os problemas dos demais produtos e vamos falar do YouTube ("YT").

O presidenciável norte-americano Fred Karger, 62, que concorre contra mais três candidatos republicanos dos EUA, é consultor político e ativista gay. Ele disponibilizou no seu canal YT o vídeo de sua campanha no qual aparece um casal gay amigo do candidato, se beijando na boca - um selinho. O clima é de descontração e junto do casal há homens e mulheres se divertindo numa praia.

O YouTube bloqueou o vídeo! Após aproximadamente 15 mil visualizações em poucas horas, o site postou uma mensagem aos curiosos remanescentes: Este vídeo foi removido porque violava os Termos de Utilização do YouTube. Pedimos desculpa.

Precisa 'linkar' aqui os trocentos mil vídeos do YT nos quais aparecem homens ou mulheres trocando beijos e abraços tórridos? Não, né?

Homossexualidade não é crime nos EUA! Beijo na boca entre homens ou  mulheres, principalmente selinho, não representa fins sexuais.

Por outro lado, o YT tem seu próprio regulamento e nele pode escrever o que quiser. Então que seja claro: "Este site não permite imagens que demonstrem intimidades, de qualquer grau, entre pessoas do mesmo sexo, incluindo beijos na boca".

Chega de hipocrisia. Agir de modo sorrateiramente político é um desserviço aos gays. É pior do que se declarar preconceituoso.

Mas o vídeo voltou. E o YouTube continuou desleal com suas obtusas regras. Pôs um aviso no início da transmissão no qual adverte o usuário sobre o "conteúdo explícito" das imagens.

Assista agora.
Fonte: PortugalGay.

6 comentários:

  1. gente, isso é um vídeo de campanha presidencial? parece propaganda de cueca. hehehe

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  2. Bom dia, meu lindo. Você sabe que eu não entendo muito de política, ainda mais a desse país que mais parece um “aglomerado” de estados e comunidades, uns dentro dos outros, uns mais isolados sendo dependentes, muito estranho pra mim. Existe uma ala do partido republicano, que até os movimentos GLS consideram ser mais aliados do que certas alas dos democratas. Pelo menos é o que eu consigo entender.

    Dê uma olhada nesse vídeo do ano passado, de um deputado republicano aqui de Minnesota, discursando contra a emenda constitucional que tentava banir o casamento gay daqui. Como sempre eles são dramáticos, ao estilo deles, né!

    Beijão.

    http://www.youtube.com/watch?v=0WyYRA4aZSI

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  3. Aproveitando o “gancho” do Cesinha, eu acredito que a forma mais “eficaz” (não a mais rápida) de quebrar resistências é “por dentro” dos sistemas mais resistentes. As resistências, os obstáculos, costumam desabar quando isso ocorre no âmbito de um sistema... seja ele um grupo, uma igreja, uma cultura, uma família e por aí vai.

    Abração.

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  4. concordo com os amigos, mas que houve hipocrisia do YT há se houve!

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  5. Não só o YT, ou serviços da Google, mas vários outros sites vacilam feio com os "termos" de publicação. Eu, sinceramente, não sei qual é o critério de seleção. Mas que tem algo errado, isso tem...

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  6. a "censura" ao IG acabou ... felizmente ... este Google! hummmmm

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