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O atacante Mario Gómez (foto acima), 26 anos, do Bayern de Munique, discordou do capitão de seu time, Philipp Lham, quando este declarou que é melhor para os jogadores gays permanecerem no armário.

Em novembro de 2010, Gómez anunciou que é contra o armário; que o gays futebolistas devem se libertar. Na época, sua declaração foi publicada em vários sites gays do mundo.
"A homossexualidade não é mais tabu. Temos o ministro de Relações Exteriores [Guido Westerwell] e o prefeito de Berlim [Klaus Wolwereitque são gays, então, os jogadores profissionais deveriam assumir sem culpas. Poderiam jogar sem esse peso."

Já o atacante italiano de 34 anos, Antonio Di Natale - que adora aparecer de cueca -, da Udinese, é contra. No início de maio de 2012, ele declarou que o tabu da homossexualidade no futebol profissional não será quebrado facilmente, em resposta ao técnico da Itália, Cesare Prandelli, 54, que dias antes havia se posicionado também favorável aos gays fora do armário.
"Profissionalmente, eu admiro Prandelli e gosto dele, mas discordo sobre a homossexualidade. Quebrar tabu da homossexualidade é difícil, quase impossível. Como é que os torcedores reagiriam? No futebol, a privacidade é muito importante. Nosso mundo em alguns aspectos é muito complexo, declarou Di Natale ao jornal "La Repubblica".
Outras personalidades do futebol mundial também demonstraram intolerância aos gays.

Em 2010, questionado pelo jornalista do "Vecernji List" se teria conhecido jogadores gays ao longo de sua carreira, Vlatko Markovik, 75, presidente da federação de futebol da Croácia, respondeu: "Felizmente, só pessoas normais jogam futebol".


Um ano antes, o então técnico da seleção italiana - atualmente comanda um time chinês - Marcello Lipi (foto), 64, afirmou em entrevista para uma rede de TV italiana que jamais excluiria um jogador por ser gay, mas considerou a trajetória complicada para um atleta homossexual.
"Mesmo que do ponto de vista cultural muitas pessoas estejam prontas para apoiar e aceitar uma situação destas, tudo será feito para que o atleta seja tratado de uma forma muito negativa."
No Brasil, o técnico Vanderley Luxemburgo, 60, declarou ao Extra, em abril de 2011, que há sim gays no futebol: "Claro que tem, eu mesmo já joguei com muitos".

Enfim, há muitos panos cor-de-rosa paras as mangas dos futebolistas, mas ninguém quer vestir essa camisa.

O que você acha do insistente machismo e preconceito no futebol

7 comentários:

  1. Este segmento social não é diferente de nenhum outro ... qdo se trata de celebridades sempre haverá esta questão de até onde eu posso me assumir e não ter minha carreira comprometida? Todos ficam em seus armários fingindo o q não são enquanto os outros fingem q o mundo em q eles vivem é diferente do resto e exclusivista ...
    Para mim a solução de tudo isto está no comportamento de quem é ... ainda sou um defensor ardoroso da destruição de todos os armários ... cada um no seu momento é claro ... mas as quebras destes muros depende de quem sofre a discriminação e não dos discriminadores ... e qto mais pessoas romperem o círculo mais desmoralizados ficarão os imbecis ...

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  2. bem, eu basicamente acho que se os atletas abrissem o jogo, se ganharia mais do que se perderia. a questão é que todos precisariam fazer juntos, se poucos saem do armário ai o efeito não seria o esperado.

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  3. Não só no futebol como também no voley esse preconceito existe.São locais em que a homossexualidade tem o terreno fértil como concentrações de clube, seminários, colégios de freiras etc. A hipocrisia das pessoas que sabem disso e fingem que a homo não existe é que alimenta o preconceito de outros desinformados e crédulos. É preciso que os gays se abram, como fez Richarlyson, para que pouco a pouco seja comum. O Esporte, bem como qq atividade ou lugar não pode ser nicho exclusivamente masculino ou feminino.
    Abraços

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  4. Será que ainda veremos o dia em que ser homo não vai causar tanto stress? Que coisa! Diacho essa mente humana... complica o simples e simplifica o complexo! Vai entender...

    Beijos

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  5. Não sei bem o que pensar. Acredito que o universo dos esportes, assim como o das igrejas, será uma barra difícil de se enfrentar. Como diria Jack, aquele... vamos por partes (kkkkk)

    Beijos, meu lindo!

    PS: Que chique o banner do livro do Foxx, heim! Eu achei lindo! Muito bom mesmo!

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  6. O Richarlyson até hoje não deslanchou por preconceito dos torcedores e dos treinadores.

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  7. O esporte tem em si o ideal de superação que em algum momento da história associaram a virilidade do homem com a heterossexualidade de sua condição, ora, ilusão, ou preciso lembrar que os gregos inventores das olimpíadas cultuavam o corpo homoerótico como beleza de sua natureza.

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