A estória de Crô, personagem que rendeu vários prêmios ao ator Marcelo Serrado, acabou junto com a novela, mas a vida fora das telas continua cruel e violenta, principalmente aos "Crôs" da vida real.

David Alvarez, o Crô mor e absoluto, que serviu de inspiração para Serrado construir o personagem, foi agredido moral e fisicamente na madrugada do dia 1º de maio pelos seguranças da boate gay Fosfobox (Copacabana) porque estava fumando em local não permitido. O rapaz chegou a ficar desacordado e foi internado no Copa D'or com vários hematomas na região dos olhos e uma lesão na córnea direita.

Quando estava no hospital, ele declarou que procuraria um advogado para mover uma ação judicial contra a boate, assim que recebesse alta. E procurou mesmo.


O patrono escolhido foi Ricardo Brajterman, o advogado bonitão sempre acompanhado de estrelas globais (ex-Julia Gam, Flávia Alessandra e talvez atual da atriz Suzana Pires). Ele conseguiu mediar um acordo com o dono do estabelecimento. Por R$ 80 mil e o direito ao acesso VIP na casa noturna (espero que inclua o direito de fumar em paz), a título de danos morais e físicos,a causa foi resolvida entre as partes.

O dono do Fosfobox alegou que os seguranças envolvidos na contenda foram enviados por empresa terceirizada. Segundo ele, o contrato foi rompido e contra a empresa será movida a competente ação de regresso para recuperar o valor despendido na conciliação.
Todo mundo sabe que fumar é prejudicial, mas ninguém espera tanto, né?

Fonte: Anna Ramalho (Jornal do Brasil).
Imagem: Raphael Mesquita.

11 comentários:

  1. sim, os seguranças são terceirizados, mas ninguém da própria boate viu o que eles estavam fazendo? é bom mesmo, tem que entrar na justiça mesmo.

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  2. Bem, eu não entendi, por tudo o que foi apresentado na postagem, onde está a relação entre ser "'Crô' da vida real" e a agressão que o mesmo sofreu por estar fumando em local proibido.

    É bem verdade que há agressões (de vários tipos, como física, moral, psicológica) dirigidas às populações LGBTs por conta da homofobia;

    É igualmente compreensível alguém argumentar que não é possível saber, com exatidão, o quanto o fato do cidadão ser gay interferiu/ causou a agressão.

    Portanto, atenção! Não estou dizendo que esses fatos não estejam relacionados. Estou, sim, analisando a forma como a notícia está sendo divulgada. Se os fatos ocorreram tal como consta na postagem, então, poderia ser Crô ou um heterossexual (por exemplo) que a truculência dos seguranças não seria muito distinta... E aí, cabe a nós LGBTs sermos justos e não deturparmos os fatos. Nossa capacidade de distinguir com clareza, me parece, é fundamental para nos auxiliar no combate na homofobia. Todavia, fazer o contrário, ou seja, "forçar a barra" para que pareça crime homofóbico pode ser uma atitude cujo tiro sairá pela culatra!

    Se a postagem não corresponde aos fatos ocorridos, então cabe aí a retificação.

    Tomados todos os cuidados que expus acima, insisto: Não dá pra chamar de homofobia a agressão que teve como mote um possível desrespeito a lei de proibição do fumo em locais públicos fechados.

    SE for descartado o caso de homofobia, sem dúvida alguma, cabe a apuração por agressão, seja em todos os demais casos, apurando e tomando as medidas cabíveis.

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  3. Acho q atitudes como estas podem ajudar e muito ... não se omitir nem ter medo ... mas ressalte-se q, no caso, o rapaz tinha um grande respaldo da Globo né? Se fosse um Zé qualquer as coisas teriam sido resolvidas assim? Com certeza não!

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  4. Depois q comentei vi o registro do Luck! Muito relevante tb o posicionamento dele ...

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  5. Também acho de extrema importância a averiguação correta dos fatos. O Luck falou com precisão. Apesar da homofobia ser um crime horrendo e preconceituoso a agressão gratuita não fica atrás. Seja homo ou hétero, a truculência foi excessiva, aliás só a palavra já é agressiva.
    Até mais Junior

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  6. casos assim precisam ser noticiados porque os gays não podem se omitir, se calar, eles tem que denunciar mesmo!

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  7. Três pontos: ele ser agredido (sendo gay) em uma boate gay, ninguém ao menos tentar conter a agressão e por um motivo absolutamente banal. Resumo: tem algo errado nessa história... falta liga, falta rejunte! Independente disso, qualquer agressão é sempre abominável, seja dirigida a qualquer pessoa.

    Abraços.

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  8. Luck, a matéria foi escrita propositadamente isenta de perfil homofóbico justamente porque o fato gerador da agressão foi o ato de fumar em local não permitido. Por essa razão, você não encontrou a palavra homofobia em nenhuma passagem.
    O que pode ter induzido você a esse pensamento foi o início da postagem. Talvez, você não tenha percebido a palavra "princilpamente" após a afirmação de que a vida fora das telas continua cruel e violenta (para todos e não somente aos homossexuais).
    Por fim, o 'principalmente' se deve ao fato de que pessoas de aparência frágil como a vítima pode incentivar outras, de caráter duvidoso e violentas, a partirem para agressão, numa típica atitude covarde.

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  9. Ahm, sim. Foi pelo motivo descrito no meu comentário anterior que eu terminei a postagem com a observação de que fumar é prejudicial à saúde...E não que ser gay é prejudicial a saúde.

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  10. Foi o que eu havia entendido,a noticia não vincula a agressão como ato homofóbico,e sim uma covardia, que aconteceu com um gay, que de certo modo inspirou um personagem que conquistou a simpatia de muita gente.
    E também acho que indiretamente o perfil da vitima conta, será que teriam agredido um machão sarado? Mas isso daria um outro post.Bjs!

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  11. O que se pode esperar de um Rio infestado de evangélicos? Um futuro obscuro e violento aguarda esse pais tosco.

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