[por Ponta de Punhal]
Dizem que um especialista é "alguém que sabe sempre mais de cada vez menos".  Partindo dessa premissa, não sou especialista em nada, nadica de nada. Mas sou "clinica geral" de um monte de assuntos e como diz um amigo..... "estudo o homem, do inteiro para as partes". É isso, ainda estou no inteiro...do mundo. Cultura inútil...eu diria. 
Sendo assim, nessa nova coluna do IDG, não falarei de nenhum assunto específico e nem explorarei uma linha contínua e variada de alguma coisa. Mesmo porque, não tenho "cabedau" para isso. 
Me proponho então a escrever sobre assuntos diversos e gerais, que podem variar da receita de pão de queijo a viagens que não fiz e a assuntos que povoam nossa mente no corriqueiro dia-a-dia. 
Gosto muito de ler. Leio de rótulos de produtos a bulas de medicamentos, passando por gibis, livros de auto-ajuda, romances açucarados, livros de papo-cabeça (com os quais não me dou bem, rsrs) e até outdoors, placas de sinalização e panfletos de esquina.  Bem, assim sendo, caso ache uma reportagem, um artigo, um poema ou uma descrição interessante de qualquer coisa.... posto também. E qualquer reclamação... cartas à produção (rsrsr), afinal errar é humano e estou na categoria. Nesses casos, Junior logo me puxará as orelhas e corrijo a "coisa". Espero que vocês apreciem a leitura tanto quanto eu tenho certeza, apreciarei a escrita.

Pra início então deixarei aqui um poema de um jovem e talentoso carioca, autor do livro "A partir de amanhã eu juro que vai ser agora".  Seu nome é: Gregorio Duvivier .

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O meio de todas as coisas

entre o fim do começo e o começo

do fim toda coisa tem uma massa

inerte feito ponte pela qual

passamos distraídos - ou não:

os astecas sentiam chegar o exato

momento do meio da vida - o meio
do meio da vida, o momento em que
o que já vivemos é exatamente
igual ao que ainda não vivemos
- e nesse momento preciso o mais
comum dos astecas sentia uma súbita
e inexplicável vontade de tomar um trem
mas como ainda não o tinham inventado
ele acabava por entristecer-se
(dai a tristeza, essa vontade de algo
que ainda não inventaram). 

Abraços a todos e até qualquer hora.

Margot - Ponta de Punhal
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9 comentários:

  1. ah esta menina e seus dedos mágicos para digitar emoções puras e plenas ... adorável isto ...

    bjão querida ...

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  2. Gracias Paulo, vc é muito gentil.... sempre.(Rs).
    Beijos

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  3. Margot,

    é um prazer poder ter contato com seu modo de olhar o universo e melhor ainda, com esse seu olhar, diminuir a tristeza de nossa vontade por algo que ainda inventaram.

    Abraços,
    Harley.

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  4. Oi Harley...que bom que vc gostou(rs). A tristeza é diferente de pessoa pra pessoa, mas tem um fundo único para todos. Temos cada um de encontrar nossa própria solução e com a ajuda de amigos é mais fácil.
    Abraços e gracias.

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  5. me deixou agora com vontade de ver o que mais vc vai escrever por aqui.

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  6. Esse poema me fez lembrar da carta de taro: A temperança- o meio, a metade , que se unem, se concilia, o tempo.
    Beijo!

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  7. Foxx... rs, vc vai ter de esperar pra ver. Mas, quer que eu escreva alguma coisa especial? Se eu puder... eu faço, quer dizer, escrevo.
    Beijos

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  8. Augusto, (gosto do nome), a temperança é a melhor das virtudes... nunca mais...nunca menos. O equilíbrio enfim.
    Abraços

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  9. Poeta carioca ? Cariocas sempre encantando... rs

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