"Déjà vu" ou "Déjà vecu" é uma expressão francesa que significa 'já visto'. Entende-se pelo termo aquelas sensações que comumente temos em algumas situações que parecem ter sido vividas antes: lugares que visitamos, pessoas que conhecemos e inúmeras outras situações do dia a dia. 

O "déjà vu" ou "déjà vecu" é uma reação psicológica ligada ao hipocampo. Cientistas do curso de medicina da Universidade de Masaryk, na República Tcheca, acabaram descobrindo que certos pontos cerebrais específicos têm impacto direto sobre isso. Foram feitos exames de ressonância magnética em voluntários que mostraram que o hipocampo – parte do cérebro onde as memórias se originam – era bem menor em pessoas que vivem tendo essa sensação. 

Segundo esses estudos, o "déjà vu" é provavelmente causado por uma superexcitação de células nervosas, o que causa um pequeno erro no sistema: “Tal sensibilidade maior pode ser consequência de alterações nessas regiões do cérebro que podem ter ocorrido durante o desenvolvimento do sistema neural”. Ainda de acordo com os pesquisadores, entre 60% e 80% das pessoas passam por isso. Assim, apesar de parecer tão misterioso, o “déjà vu” é uma experiência supercomum. 

Alguns especialistas reagem contra a limitação do verbete "vu" porque, segundo eles, restringe as sensações ao sentido da visão; ao que pode ser 'visto'. Eles já soltaram por aí formas paralelas que fariam referência mais específica aos vários tipos de situações: "déjà véanus" ("já vivido"), "déjà lu" ("já lido"), "déjà entendu" ("já ouvido"), "déjà visité" ("já visitado") - o que pode um dia acarretar um "déjà mangé" ("já comido") ou um "déjà bu" ("já bebido").

Entre os tipos acima, o "déjà visité" é o menos comum e envolve um estranho conhecimento de um novo lugar. Quem passa por essa situação pode conhecer tudo a sua volta em uma cidade nunca antes visitada e ao mesmo tempo saber que isso não seria possível.
Sonhos, reencarnação e até uma "viagem fora do corpo" não estão excluídas da lista de possíveis explicações para esse fenômeno. Alguns acreditam que a leitura de um informativo detalhado sobre um lugar pode causar este sentimento quando se visita esse local mais tarde.

Até acho essa explicação plausível. Eu mesma já tive tal sensação originada de livros que li. De repente, me vejo fazendo, falando ou tendo a sensação exata que foi atribuída a algum personagem literário. Porém, no frigir dos ovos, nenhuma pesquisa tem ainda comprovado a origem dessas sensações que nos pegam de surpresa e, por vezes, nos trazem boas recordações de momentos que ainda não vivemos ou lugares que não conhecemos. Seja o que for, ou como cada um encara essa realidade, penso que ela é muito bem vinda.

Fico com os místicos que acreditam em outras vidas, reencarnações e/ou vivencias extracorpóreas porque acredito num objetivo para estarmos aqui. Uma meta há que se atingir, se não nessa ou numa vida passada, numa futura. Que venha então! E que tenhamos muitos "déjà vu" e "déjà visité".
Até a próxima.
Margot.
_________________________________
Colunistas do Identidade G. Leia mais textos da Margot em sua coluna "Ponta de Punhal".

5 comentários:

  1. "déjà vu"! não importa o porque! o fato é q existe e alguns são impressionantes ... o mais forte q já vivi foi qdo em 1966, eu com meus 16 anos fui à casa nova de minha Tia Lilia [casarão antigo e alugado]... qdo entrei pelo portão eu já conhecia a casa toda ... sabia como era por dentro, a disposição dos cômodos, a cor das paredes, o tipo de piso, as portas e janelas, a área de serviço ... falei para mamys e papys antes de entrar como era e q eu já conhecia ... eles super estranharam ... qdo entraram e viram q tudo era como eu havia dito ficaram impressionados ... na época falaram isto até para um Padre ... OMG! mas ficou tudo por isto mesmo ...

    ResponderExcluir
  2. Bom esse texto, ein, menina! Desde que sabemos que não existe um “processador central” em nosso cérebro... e desde que sabemos que todas as redes neurais funcionam “em paralelo”, processando informações a partir de sensações armazenadas, numa eterna reconstrução de imagens, nada mais simples concluirmos que muitas vezes novas informações sejam construídas com “pedaços” de antigas imagens. Daí a sensação do “já visto ou vivido”.

    Beijos.

    ResponderExcluir
  3. eu sempre tenho a sensação de que ou já estive em tal lugar ou que tal situação já aconteceu comigo exatamente daquele jeito.

    ResponderExcluir
  4. Em relação a esse tema, não acredito em nada o que os cientistas deram de explicação até hoje para o fenômeno. Para mim, existem outras dimensões e universos paralelos que alcançamos, inconscientemente, e o Deja vù é o o rompimento, momentâneo, do bloqueio para a percepção consciente dessa outra dimensão.As explicações da ciência cartesiana deixam uma lacuna na explicação sobre as pessoas anteverem acontecimentos "futuros" em seus deja vùs.

    ResponderExcluir
  5. Gostei dessa hipótese Harley... interessante realmente a possibilidade da abertura de portões para vidas/universos paralelos. Mas acredito também em vivências de outras vidas, resgatadas por lapsos de memória. Bom... hipóteses existem aos montes... comprovação delas...é que é difícil.
    Beijos

    ResponderExcluir

Para se cadastrar, preencha o formulário na coluna do lado direito do blog.
Seu comentário é bem vindo, desde que:
1. possua nome e link válidos;
2. não contenha cunho racista, discriminatório ou ofensivo a pessoa, grupo de pessoas ou instituições;
3. não contenha cunho de natureza comercial ou propaganda.
Grato pela compreensão.