Hoje falaremos dessa grande mulher, a Imperatriz. Em sentido geral, este, que é o Arcano 3, representa temas como: amor, família, maternidade, comunicação, natureza e criatividade.
Quando ela surge no jogo, estamos caminhando rumo à maturidade, reconhecendo os nossos dons ou capacidades ("Mago") e sabendo o melhor momento de observar e de esperar ("Sacerdotisa"). Significa, em termos gerais, que passamos a por em prática o que sabemos.
Para a mulher, pode indicar a fertilidade em amplo sentido, inclusive, a depender do jogo, a gravidez. No tocante à personalidade, representa a mulher decidida, que luta pelo seu lugar no mundo sem perder a feminilidade, o encanto de mulher e a doçura de mãe e esposa.
Para o homem, a Imperatriz pode caracterizar uma mulher importante em sua vida naquele momento do jogo: a sua mãe ou a sua esposa. Quanto à personalidade, retrata o homem decidido, porém, a sua postura tem a ver com a Imperatriz, ou seja, que luta pelos objetivos de forma mais amorosa e menos combativa. Tem muito a ver com a postura do Arcano sobre o qual falarei na próxima postagem: "O Imperador".
No universo LGBT, a Imperatriz pode representar o papel da família, sobretudo o da mãe no processo de descoberta e aceitação da orientação sexual do filho. As cartas ao redor poderão dizer se esta mãe o apoiará ou, de modo contrário, trará problemas, inclusive na rejeição do seu amor - o(a) companheiro(a), se for o caso.
A imperatriz nos aconselha a utilizar o poder criativo para resolver os problemas, para atrair pessoas e para concretizar projetos.
Ainda no contexto gay, essa carta pode falar sobre a questão da maternidade exercida pelos casais do mesmo sexo. É um tema polêmico que precisa ser debatido, pois, na pratica, a nova família existe há muito tempo. Eu mesmo fui criado por duas mães após a separação dos meus pais.
Hoje, as lâminas são do deck Ancestral: a figura da grande mãe, Yemanjá, retrata o poder feminino. A outra, do La Gay Taro, provavelmente o pai que é pai e mãe.
Beijos a todos e até a próxima.
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Leia mais postagens de Augusto Crowley em sua coluna "Tarot no Universo LGBT".

Flavio Augusto
Sobre o autor:
Também conhecido como Augusto Crowley, tem 34 anos, é tarólogo e blogueiro (senhordavidatarot.blogspot.com.br). Mora em Florianópolis (fun page: facebook.com/flavio.cardoso).

3 comentários:

  1. eu não entendo nada dessa coluna, assim, eu sei jogar tarot tb, e não tenho ideia do que quer dizer q no contexto gay a carta pode falar da maternidade exercida pelos casais do mesmo sexo pq sempre vai depender do contexto do jogo... não sei como é possível generalizar assim.

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  2. A paternidade/maternidade do mesmo sexo tem sido cada vez mais aceita, graças aos céus.
    Independente do tarot, é preciso desaprender os preconceitos e aprender a amar sem restrições.
    A imperatriz, por acaso, é uma carta do signo de câncer?
    Abraços Augusto

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  3. Na verdade eu não generalizei, eu citei o que este Arcano poderia falar num contexto gay, mas é claro que depende do método que você está usando, das cartas que acompanham a Imperatriz, no caso de maternidade ou casamento, etc.Aqui eu procuro apenas tentar mostrar que um Arcano pode nos revelar muitas histórias, inclusive as de temática gls. ex: um gay casado, que tenha vontade de adotar uma criança, poderá obter como resposta uma imperatriz, o que já poderia indicar uma maternidade positiva, mesmo ele sendo homem.O aspecto aqui é da familia, seja gay ou não.
    Quando citei a relação do mesmo sexo, eu quis dizer que a carta fala da maternidade, assim como o Imperador vai revelar a paternidade. Ser pai ou mãe independe da orientação sexual, mas uma pessoa com regencia da Imperatriz, será mais feminina na forma de se expressar,usará mais o sentimento na vida prática, enquanto que a regida pelo Imperador, será mais masculina.Espero ter conseguido explicar. E claro, nada é fixo, vai muito da intuição, se num jogo A imperatriz pode falar de um relacionamento, na outra pode falar de uma habilidade, de um defeito, de um conselho.Beijos!
    Fico feliz em saber que hoje a nova família, que na prática é antiga, tem sido melhor aceita.

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