Uma rede social chamada "Gay Surfers" reúne milhares de participantes de dezenas de países. Gays adeptos do esporte narram as suas histórias, enviam vídeos e a comunidade organiza, recruta e até patrocina surfistas para campeonatos mundo afora. ideia é promover a interação dos atletas, fazê-los ganhar destaque e diminuir o preconceito num esporte ainda considerado estereotipado.
O site foi criado pelo surfista Thomas C. Ele conta que sofreu na adolescência tentando esconder a homossexualidade. Na escola e, principalmente, na praia, temia perder amigos e ser vítima de violência. Depois de 15 anos viajando o mundo, o francês, em fevereiro do ano passado e numa onda de coragem, criou a Gay Surfers, segundo ele, a primeira rede social exclusiva para surfistas gays. [Globo Esporte]
O criador faz um alerta às criaturas: não se trata de site pornográfico ou de encontros para outros fins senão a prática do surf. O foco é acabar, ou pelo menos, minorar o preconceito. 
Na história das competições profissionais, há registro de três surfistas que assumiram a homossexualidade: Matt Branson (foto acima), Robbins Thompson (abaixo) e Peter Drouyn (campeões absolutos do esporte). Este último, em setembro de 2008, ressurgiu em um programa popular da tevê australiana, vestido de minissaia, salto alto e peruca loira. Anunciou que estava vivendo como mulher e sempre acreditara ser uma mulher presa num corpo de homem [assista, mais abaixo, em inglês, ao documentário sobre a transformação de Peter Droyn, com imagens e depoimentos]
Às vezes ficava difícil manter a concentração me perguntando o que as pessoas pensavam sobre mim. [Robbins Thompson, após assumir em 1997]
Documentário sobre homossexualidade e surf (o site está recrutando brasileiros)
Os documentários são a novidade da comunidade. Atualmente, o site está recrutando surfistas gays para contarem as experiências pessoais na frente das câmeras, como também profissionais dispostos a contribuir com tempo e recurso para o desenvolvimento do projeto por trás das câmeras. No primeiro caso, a procura  envolve surfistas jovens, entre 18 a 25 anos de idade, e surfistas acima dos 60.
A intenção é fazer documentários com 60 minutos de duração cada um e exibi-los em vários festivais de filmes, transmiti-los na televisão e disponibilizá-los em DVD, nessa ordem.
Grandes equipes já se formaram para as filmagens de filmes realizados (São Diego) e dos mais próximos. Segundo o site, há profissionais de dentro e de fora da comunidade gay trabalhando nos filmes.
Então, como pôde perceber acima, o Brasil faz parte do projeto. Se deseja pegar essa onda, na frente ou atrás das câmeras, seja praticando o esporte, na produção e/ou distribuição, visite o site. Lá, encontrará todos os contatos necessários.
Próximos projetos: (i) Califórnia, em outubro de 2012; (ii) Austrália, em fevereiro de 2013; e (iii) Brasil, em julho de 2013.
Ken Sentner surfa desde 1973. Desde que assumiu a homossexualidade, as reações foram variadas: Cerca da metade dos amigos educadamente desapareceram, metade do restante se mostrou neutra e o resto foi totalmente favorável. Alguns proporcionaram abertura para relacionamentos no passado (embora  fossem supostamente héteros). Em 2000, já havia número suficiente de surfistas gays ao meu redor para formarmos um clube vagamente unido, declarou ken na entrevista à "DNA Magazine", em outubro de 2010.
Documentário sobre Peter Drouyn


Um Dia na Vida dos Surfistas Gays (por "Gay Surfers")

2 comentários:

  1. bem, eu já peguei dois. será q eles topam?

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  2. Pra mim que moro longe do litoral e não trabalho com nada relacionado às câmeras, participar deste projeto é algo tão distante... Mas gostarei de assistir o resultado final, com certeza!

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