Em setembro de 2010, aos 18 anos de idade, Tyler Clementi se atirou da ponte George Washington, que une Nova York e Nova Jersey. O motivo, ficou comprovado numa sentença judicial, foi a vergonha de ter sido descoberto transando com um homem e a publicidade do fato.

A intimidade de Tyler foi filmada por um colega de quarto, Dharun Ravi. O roommate publicou as imagens do flagra na internet. 

Ravi, de origem indiana, pegou apenas 30 dias de prisão e três anos de liberdade assistida - ela já havia sido indiciado pelo Ministério Público a nada menos que 15 crimes.

A condenação causou consternação principalmente nos familiares e na comunidade homossexual americana. As opiniões de juristas consultados pela mídia previam uma pena entre 10 a 20 anos de prisão e até deportação de volta a seu país.

Dois anos se passaram desde a fatalidade. Jane Clementi, mãe do jovem estudante, declarou ao New York Times (NYT) em agosto de 2012, que teria amado seu filho.

Por outro lado, na mesma entrevista, ela reconheceu que na época era contra a homossexualidade e que não se considerava capaz de lidar com o fato de ter um filho homossexual: As pessoas falam sobre sair do armário, mas são os pais que saem do armário. Eu não estava pronta para isso

Segundo a família informou ao NYT, antes de morrer o jovem contou aos pais que era gay. Eles responderam com argumentos da doutrina evangélica e falaram da intolerância da religião com os gays.

Tyler chegou a dizer que era impossível ser homossexual e cristão. Jane respondeu com os ensinamentos de sua igreja que considera a homossexualidade pecado,

Eu não estava preparada para lidar com aquilo, para contar e discutir com os amigos da família. Achava que meu filho seria severamente julgado por todos e concluí que seria melhor protegê-lo daquele possível conflito [ironia ou não, meses após a morte de Tyler, alguns amigos dos Clementi confidenciaram que também têm filhos gays]. 
Mas nada disso muda o fato de que eu amava muito o meu filho, eu apenas sentia necessidade de refletir e principalmente de encaixar a homossexualidade aos meus pensamentos. Hoje, o que mais tem me incomodado é o pensamento de Tyler que acreditava que seria rejeitado pela família.
Há poucos meses Jane saiu no meio de um culto da igreja Grace Church, em Nova Jersey, a qual frequentava há mais de 20 anos, porque não aguentou o sermão do pastor que pregava contra homossexuais.

Após analisar essa realidade, a família resolveu nunca mais retornar para aquela comunidade: Neste momento, eu penso que Jesus é mais sobre reconciliação e amor. Jesus falou mais de divórcio do que da homossexualidade e você pode ser divorciado e frequentar uma igreja, mas não pode ser gay e ir a uma igreja, ponderou Jane.

O pai Clementi declarou que não se importaria com o fato de Tyler ser gay. O irmão mais velho de James assumiu que é gay. A família hoje dedica parte de seu tempo a uma fundação que promove a aceitação e afirmação plena de pessoas LGBT em comunidades religiosas.

5 comentários:

  1. Post interessante, mas eu ri foi com o anúncio ao final. Depois de ler todo o post, pensei que a foto das alianças era uma referência àquele, leio a legenda e pá(R$399,9), até que não está tão caro.

    ResponderExcluir
  2. eu ia falar sério sobre o post do Junnior, mas aí leio o coment de AD ... OMG! aí passei a rir e esqueci o q eu ia dizer ...

    ResponderExcluir
  3. ADezinho.... "distraidor" nato!!!

    Aceitar depois do acontecido... não sei se tem mais importância.(?)
    Beijos

    ResponderExcluir
  4. E o filho mais velho também era gay...É interessante quando essas coisas acontecem.Tipo o irmão do Evandro Santo o Christian pior que tem um irmão que mudou de sexo e um caso que o meu pai me contou de um cara que tinha sete filhos homens, todos gays...

    ResponderExcluir
  5. Muita gente só muda a cabeça depois que já não dá pra voltar atrás e amar a pessoa como ela é... Até quando?

    ResponderExcluir

Para se cadastrar, preencha o formulário na coluna do lado direito do blog.
Seu comentário é bem vindo, desde que:
1. possua nome e link válidos;
2. não contenha cunho racista, discriminatório ou ofensivo a pessoa, grupo de pessoas ou instituições;
3. não contenha cunho de natureza comercial ou propaganda.
Grato pela compreensão.