A música da Lady Gaga “I was born this way” pode estar certa: as pessoas podem já nascer hetero ou homossexuais. Um estudo divulgado pela revista científica PLoS One, em julho de 2011, elaborado por pesquisadores da universidade de Londres, Queen Mary, indica que a orientação sexual em mulheres são traços genéticos.
Os pesquisadores basearam-se na ideia de que há diferenças consistentes nas características psicológicas de crianças do sexo masculino e feminino e em pesquisas anteriores que apontam tais diferenças entre adultos homo e heterossexuais  (um terço das meninas e 50 a 80% dos meninos com essas características se tornariam gays, segundo o estudo).
A nova pesquisa observou a atração sexual, infância e identidade de gênero de 4425 gêmeas, e constatou que um conjunto comum de genes, somados a fatores ambientais, poderiam ser responsáveis pela orientação sexual feminina. A influência dos genes afetaria hormônios sexuais e moldaria alguns mecanismos do corpo responsáveis pelas diferenças na sexualidade das mulheres.
A ideia da genética envolvida com a opção sexual é positiva, já que vai contra os antigays que dizem que a homossexualidade é sempre uma escolha. Mas a pesquisa não é definitiva, já que outros cientistas observaram que o número de homossexuais participantes no estudo foi baixo, e que os resultados relacionados à orientação sexual estariam distorcidos. No entanto, a pesquisa levanta a ideia de que ser gay pode ser um comportamento inato, e não aprendido a partir de vivências.
As evidências de que ser gay pode ter origem genética pode nos ajudar a diminuir o preconceito existente inclusive nos governos de alguns países, propiciando os mesmos direitos civis para quem não é heterossexual. Estudos como esse também podem auxiliar na diminuição de estereótipos de gênero que acompanham as pessoas desde a infância, como se todas as crianças crescessem em uma linha única e reta.[fonte: Jezebel - via Hypescience]

3 comentários:

  1. Sempre acreditei nessa teoria e espero que se confirme.

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  2. Já eu não penso assim.Acho que pouca diferença faz para quem odeia gays se é uma escolha, ou se é genético.

    Uma terrível palavra me vem a cabeça quando imagino uma situação hipotética onde descobre-se o "gene gay": eugenia.Será onde os homofóbicos irão se apoiar.

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  3. De fato pra quem odeia gay não importa, assim como não gosta de negros, mas acho que pelo menos não vão poder dizer com propriedade que a gente é assim por simples escolha.

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