O governo da Malásia elaborou uma espécie de cartilha que 'ajuda' a identificar a homossexualidade. A publicação foi distribuída aos cerca de 1,5 mil professores e pais participantes de um seminário cujo tema foi: "Como os Pais Devem Abordar a Questão dos LGBTs" [publicado no "Global Post" e "Sin Chew Daily"].

Este ano o governo já havia divulgado que personagens gays podem ser representados em filmes e na televisão desde que, ao final da história, se tornem heterossexuais ou demonstrem arrependimento.

Não dá pra imaginar o tipo de abordagem que o tal seminário recomendou aos pais ou se a 'lista' entregue no evento teve o aval dos seminaristas, porém, tomando por base a palavra 'sintomas', escolhida para descrever as características da homossexualidade, podemos prever que boa coisa não é. 

O “guia” ensina:
“Uma vez que a criança apresente os seguintes sintomas, os pais devem dar atenção imediata:
Sintomas de gays:
  • Ter um corpo musculoso e gostar de exibí-lo usando camisas com gola V e sem mangas;
  • Preferência por roupas justas e de clores claras;
  • Sentir atração por homens; e
  • Gostar de usar bolsas grandes, parecidas com as usadas por mulheres.
Sintomas de lésbicas:
  • Atração por mulheres;
  • Se distanciar de outras mulheres que não sejam suas companhias femininas;
  • Gostar de sair, fazer refeições e dormir na companhia de mulheres; e
  • Não ter afeto por homens."
Durante o evento, o ministro da Educação daquele país, Mohd Puad Zarkashi, alertou: Jovens são facilmente influenciados por sites e blogs ligados aos grupos LGBT. Isto pode facilmente se espalhar entre os amigos. Estamos preocupados que isto aconteça durante o período escolar.

Nos últimos tempos, o uso de palavras inadequadamente relacionadas à homossexualidade vem sendo empregado de maneira recorrente por pessoas ou governos homofóbicos, principalmente as que dão noção de doença. É uma tática maldosa para reiterar e induzir pessoas ao ódio. Ou seria ao nojo?

Todo mundo sabe, até as pedras, que as organizações de saúde não mais consideram homossexualidade uma doença. Desde 1990, a Organização Mundial de Saúde ("OMS") retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais -- hoje considerada uma das espécies de orientação sexual.

Como os principais órgãos fiscalizadores de direitos humanos permitem países agirem dessa forma? Se não for possível vigiar durante, por que não punem esses governantes após o ato? Eles são maléficos à população, pra dizer o mínimo.

A Malásia é um país geograficamente lindo do sudeste asiático, mas predominantemente muçulmano e conservador. O governo mantém leis que criminalizam a homossexualidade e permitem ao estado penalizar gays com até 20 anos de prisão.

Se quiser punir a parte da população que nasceu homossexual, que seja, o país é livre para elaborar suas leis. O que não deve é manter ou, pior, criar nos dias de hoje regras retrógradas com bases infundadas e ardilosas. Aliciar ou afirmar que homossexualidade é doença é ludibriar, é tornar uma população tão impostora quanto.
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Ainda não há 100% de comprovação científica, mas há estudos científicos, por isso a publicação da postagem anterior: "As Pessoas Nascem Gays, Diz Estudo". 

5 comentários:

  1. eu sinceramente não entendo porque a surpresa, gente a própria organização mundial de saúde só deixou de considerar a homossexualidade uma doença em 1990, quando eu nasci e eu só tenho 31 anos, ser homossexual ainda era doença, essas pessoas que escreveram esse texto com certeza não tem menos de 20 anos, ou seja, foram educadas em um mundo que considerava que homossexualidade é uma doença, temos que entender que estas pessoas são resultado de uma cultura homofóbica, porque convenhamos esses "sintomas" são completamente risíveis, segundo eles eu sou hétero, é a geração que hoje tem 20, 15 anos que vai mudar esta situação. E é por isso que eles estão tão preocupados com a escola, e é por isso que no Brasil se excluiu o Kit Anti-homofobia, eles sabem que a próxima geração será diferente.

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  2. Hahahaha, que ridículo! Se tirar o ítem "atração" da lista, eu e uma boa porcentagem dos gays não é gay! Já na lista das lésbicas, "gostar de sair, fazer refeições e dormir na companhia de mulheres", oi? Isso não é padrão no mundo feminino? Posso dizer que freiras têm tendências homossexuais?

    É rir pra não chorar, viu...

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  3. Depois de ver aquele vídeo lindo ler isso, é pra acabar, jeje, realmente é de chorar com essa regra, gayômetro será? jejeje

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  4. Imbecilidade é pouco.
    E o que eles dizem de gays casados com filhos.
    Ah ! Por lá não tem né? (Minha ironia Presente).

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