Kathrein Marrichi Martin, 31, e Priscila Pires da Silva, 24 (ao lado), vivem juntas há dois anos e foram as primeiras a serem chamadas [Imagens Leandro Moraes-UOL]
O estado de SP (PSDB) promoveu ontem, sexta-feira (28), uma cerimônia comunitária gratuita que oficializou a união estável de 47 casais homossexuais no Centro de Tradições Nordestinas, no Bairro do Limão, na capital paulistana. Foram 32 casais de mulheres e 15 de homens que assinaram os termos e receberam as escrituras.

Jean Wyllys foi o único deputado federal (PSOL) que compareceu ao evento organizado pelo governo de SP (PSDB).  Sobre isso, declarou que a resistência na Câmara é grande porque os deputados não querem se vincular à causa LGBT.

Wyllys é o único defensor da causa LGBT no Congresso e autor da PEC que visa  incluir o casamento homoafetivo no artigo 226 da Constituição da República Federativa do Brasil ("CR"). Apoiado por vários artistas e personalidades de diversas áreas, ele encabeça a campanha "Casamento Civil Igualitário" que recolhe assinaturas para endossar a sua proposta [clique no banner ao lado direito, no topo deste blog].

Quanto à cerimônia coletiva, oferecida pelo governo de São Paulo, Jean não se espantou: Não acho surpreendente um governo tucano estar por trás desta cerimônia. O PSDB nunca fechou as portas para a defesa das liberdades individuais. E acho emblemático a cerimônia ter sido organizada num centro nordestino, pois os nordestinos em São Paulo são discriminados e estigmatizados como os gays, afirmou.

O espantoso para Jean é o fato de, apesar de tantos casais gays estarem oficializando a união estável no Brasil desde a decisão do STF, de maio de 2011, haver ainda resistência da grande maioria dos parlamentares do Congresso em criar uma lei federal para oficializar o casamento civil igualitário. Segundo ele, muitos deputados, erroneamente, associam ainda o casamento civil (registrado em cartório) ao religioso (na igreja): 
A cerimônia de hoje dissocia o casamento civil do religioso. Nossa luta é pelo casamento civil e para termos assegurados 126 direitos que nos são negados. A luta ainda é longa para os homossexuais", advertiu o parlamentar.

Veja mais fotos.



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Os casais terão status semelhante ao do casamento civil, mas com alguns direitos limitados. Eles escolheram regime de comunhão de bens, nome social e a possibilidade de converter a união estável em casamento. A lei brasileira ainda não permite essa conversão.

3 comentários:

  1. devia se fazer uma campanha bem clara dizendo que ninguém quer casar na igreja, que o casamento que se exige é o civil, devia se atacar por ai.

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  2. De fato deviam esclarecer as reais intenções da comunidade gay.Mas não espanta ao menos nesse ano que questões de mera religiosidade empaquem essa conquista.Estamos no ano regido pelo Arcano V- O Sumo Sacerdote, onde questões morais ganham um peso muito grande.Existe muita resistência por parte da igreja geral.Espero que no ano dos Enamorados, se encontrem novos caminhos que viabilizem essa e outras questões importantes.

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  3. Em resposta ao seu post:

    Muito lindo ver isso acpontecendo... aos poucos a gente vai conquistando nosso espaço.

    Em resposta ao Foxx:

    Mas a campanha deixa isso bem claro, Foxx!

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