2012 foi o ano recorde nacional de candidatos LGBT às eleições municipais: 150*¹ - os cinco que estão na imagem acima se elegeram. 
Não podemos considerar o resultado sequer satisfatório se o compararmos com o das eleições municipais de 2008. Naquele ano, a proporção entre o número total de candidatos gays com o de eleitos foi de 95  para 5, respectivamente (quatro vereadores e um prefeito).
Andam espalhando por aí que o ex-futuro vereador e o sempre ex-BBB Serginho (PSD) remeteu a culpa de sua derrota nas eleições deste ano à desunião dos gays. 
Pode ser que Serginho um dia consiga se eleger a um cargo político, mas obviamente não é o momento. Agora, ele está mais preocupado em alongar 80 cm de suas madeixas com um aplique que lhe custou R$ 6 mil quando deveria aplicar a cabeça num curso de ciências sociais e/ou políticas após a pouca expressividade dos votos conseguidos (2.619 - 222ª posição em SP). Bom, isso foi somente um toque caso ele queira um dia ter crédito na política.
Por outro lado, em parte ele está certo. Acredito.

Com tantas entidades LGBT e pessoas físicas ativistas espalhadas pelo Brasil, algumas bem conhecidas (a ABGLT, por exemplo), será que não daria para todas se unirem para um estudo prévio sobre a possibilidade de se lançar, a cada eleição municipal, pelo menos um candidato politicamente preparado para cada uma das maiores e/ou mais importantes cidades brasileiras? 
A primeira vez, mesmo planejada, talvez não mudasse tanto o cenário atual em termos numéricos, mas, passo a passo, os que entrassem já treinariam um pupilo para as próximas eleições. Depois, com mais tempo e mais organizadas, estenderiam o feito às eleições estaduais/federais.
Se não há desunião política, união também não existe.

Outros candidatos LGBT considerados conhecidos, mas que não se elegeram em 2012 (segundo o site "Cena G"):
  1. Leo Kret (PR, Salvador) não se reelegeu.
  2. Gloria Crystal (PMDB/Porto Alegre), 1225 votos
  3. Paulo Mariante (PT/Campinas), 638 votos
  4. Silvetty Montilla (PSOL/ São Paulo), 4762 votos
  5. Bill da Pizza (PSOL/ São Paulo), 1257 votos
  6. Marcos Fernandes (PSDB/ São Paulo), 2617 votos
  7. MIchel Brucce (PDT/ Juiz de Fora) , 819 votos
Obs: Renan Palmeira (PSOL), foi o único candidato gay a prefeito deste ano, porém não conseguiu chegar ao segundo turno. Obteve 5830 votos em João Pessoa.
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 Estimativas. Em 2012, os sites informam números que variam entre 110 a 154 candidatos. Já os números apontados para as eleições municipais de 2008 variam entre 80 a 94 candidatos.

2 comentários:

  1. Não conheço o Serginho mas não me agrada a sua imagem e sua trajetória como cidadão ... me parece um oportunista ... só isto ...

    ps: Feliz tb pelo fato do tal Timóteo ter se ferrado ...

    bjão

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  2. O tiago foi merecedor de todos os votos, na minha opinião, não só por ter lutado para que a comunidade gay pudesse se expressar,através das paradas, pois sabemos que hoje em todo o país, o movimento perdeu um pouco o verdadeiro foco.
    Mas quando esteve a frente do procon aqui de Floripa, ele fez valer a chance que a vida lhe deu e pôs muito grandão na parede. Se continuar assim, não cai mais.
    Quanto ao Serginho, além de ter feito muito pouco, pra quem parece ter uma boa vida financeira para que pudesse ser bem votado, teve sua imagem muito mau relacionada pelos fervos babadeiros da noite.O povo as vezes não deixa passar, já que com gay parece que um erro é uma tragédia neh!
    Fica pra próxima!

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