Sally Field faz parte da infância de muitos quarentões como eu. Na década de 1970, ela vivia a freira bem jovem, boazinha, mas muito atrapalhada, da série “A Noviça Voadora” (gravada desde os anos 1960). E nos deixava de olhos arregalados quando levava a gente naqueles vôos que o capuz de sua personagem proporcionava - praticamente um asa-delta na cabeça.. 
Mas viagem, e das boas, Sally afirma ter sido a experiência de ter um filho gay. Sam é o caçula de seus dois irmãos (Peter e Elly). No último dia 6, a atriz foi premiada na Human Rights Campaign For Equality (Campanha dos direitos humanos pela igualdade) em Washington e, em seu discurso de agradecimento, narrou a trajetória.
Sam era diferente e sua jornada para se tornar o que a natureza queria que ele fosse não foi fácil. Como sua mãe, recebi um dos maiores privilégios da minha vida: poder participar disso. Quando o vi sofrendo, ainda bem jovem, tive vontade de me adiantar e ajudá-lo a assumir de vez sua condição, mas seus irmãos me impediram, insistindo que eu não deveria fazer aquela jornada por ele. Eu deveria permitir que ele assumisse quando quisesse.
Sally defendeu os direitos humanos, a tolerância  e criticou duramente famílias que rejeitam filhos homossexuais:
Há muitas crianças que sofrem para assumir sua sexualidade, vivendo em famílias que não os aceitam, com pais que acham que podem expulsá-los de seus corações e de suas casas. Isso eu acho inaceitável! Há tempos em que pais devem ouvir e aprender com aqueles que trouxeram ao mundo.
Assista ao discurso da atriz(em inglês):

2 comentários:

  1. Que lindo! Isso é amor de mãe realmente!

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  2. Poxa, que bacana! pena que exemplos desse tipo não são copiados em massa aqui no Brasil!

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