"Pelo cheiro um corpo se comunica com o outro", disse Coco Chanel. Ela dizia ainda que o mais misterioso, o mais humano dos sentidos, é o cheiro. O olfato era tão importante para ela que transformou sua paixão em fragrância: o Chanel nº 5. Os cheiros de Chanel são os de sua história. O cheiro de limpeza e pureza do colégio de freiras junto ao abandono e as perdas da infância moldaram a parte emocional de Gabrielle (Coco) Chanel. 
Depois dos 18, fora do convento, Chanel foi costureira e atriz de teatro interpretando e seduzindo os homens. Foi através dessa profissão, numa canção de uma das peças, que surgiu o apelido de Coco. Ela conviveu nesse ambiente com cantoras, atrizes e prostitutas que usavam o doce cheiro do jasmim para atrair os homens. Mas também sabia da preferência das mulheres de classe alta por fragrâncias florais, de rosas e de violetas.
Coco não entendia porque as mulheres tinham de cheirar a plantas, ela queria encontrar um cheiro de mulher. Por isso passou grande parte de sua vida estudando as combinações. Queria um perfume que traduzisse não a prostituição, mas a sensualidade, a independência e a limpeza da mulher.

No verão de 1920, Chanel tinha como amante o príncipe russo Dimitri Pavlovich, quem a apresentou ao perfumista dos Romanov, Ernest Beaux. Em uma rua estreita de Paris, a estilista, o príncipe e o perfumista, três personagens muito diferentes, deram de cara com a mistura exata de jasmim, rosas e aldeídos que, sem eles sequer imaginassem, se transformaria no famoso perfume.
Era a quinta amostra de dez que havia encomendado. Por isso o número 5, acrescido ao nome Chanel.
Chanel nº 5 sempre foi um perfume sinônimo de luxo, erotismo, poder e feminilidade por excelência. Criado em 1920, entrou para a história como um ícone cultural capaz de gerar longas filas de soldados em plena escassez da segunda guerra mundial. Eles queriam levar para suas mulheres gotas desse elixir para deixá-las ainda mais belas.
Também com a mesma simbologia ele foi o preferido da mulher mais sedutora do século 20. Em 1953,  perguntada por um jornalista o que usava pra dormir, Marylin Monroe respondeu que dormia completamente nua, apenas colocava algumas gotas de seu cobiçado perfume Chanel N°5.
Imagine então o alvoroço que a Channel causou ao anunciar que - pela primeira vez - um homem faria a campanha de um perfume feminino. Depois de celebridades como, Catherine Deneuve, Carole Bouquet, Nicole Kidman, Vanessa Paradis e Audrey Tautou, o primeiro homem eleito foi nada mais, nada menos que Brad Pitt
Channel Nº 5, perfume mais famoso do mundo, é propagandeado por um dos mais famosos atores da atualidade. Dois dias depois o anúncio, a marca liberou o vídeo promocional da campanha com o ator.
A cenografia é simples e não envolve smokings, jatos, helicópteros ou lanchas - como de praxe em comerciais de perfume. Brad Pitt aparece casual, sem cenário, filosofando aos sussurros frases como: “Não existe jornada. As jornadas terminam, mas nós continuamos.Minha sorte, meu destino. Inevitável. Chanel nº 5.







Margot


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Leia mais textos da Margot em sua coluna "Ponta de Punhal".

5 comentários:

  1. Amo perfumes ... fanático mesmo ... uso inclusive alguns ditos femininos ... definitivamente pelo cheiro dois corpos se comunicam ... se estou em algum lugar e passa alguém por mim com um bom perfume, Bratz fica ensandecido na hora ... ele não quer nem saber ... fecha os olhos e se entrega ... não quero nem saber mais nada ... se é gordo ou magro, se é preto ou branco, se é homem ou mulher ... quero só me embriagar no perfume ... tesão extremo ...

    bjão

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  2. Perfume, pra mim, também é quase um fetiche. Adoro! E o nº 5 é ícone mesmo. Tem um da Chanel, o Allure para homem, que é uma loucura. Mas eu não sou fixado em um apenas... adoro variar, dependendo do humor, do clima, etc.

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  3. Poderosa, de fato o aroma seduz, faz parte da magia , basta sabermos usar.Bjs!

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  4. Eu não vivo sem perfumes! Seria impossível, quase ma sobrevida não usá-los. Bjão

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