No início da semana passada, dois estudantes de uma escola de ensino secundário no Arizona, EUA, foram castigados por causa de uma briga organizada. Os garotos tiveram que escolher entre a expulsão e o castigo de ficarem no centro do pátio da escola de mãos dadas por mais de uma hora, incluindo os 15 minutos de intervalo onde os demais estudantes os veriam. Eles escolheram a segunda opção.
"As crianças riam deles e perguntavam: 'Vocês são gays?", contou uma colega dos rapazes à ABC News.
O distrito escolar não gostou: "O distrito não tolera a escolha de uma escola para aplicar castigos aos alunos, independentemente da aceitação ou vontade deles. A liderança distrital abordará este assunto com o diretor da escola e protocolará uma revisão sobre a metodologia disciplinar aplicada aos estudantes com todos os administradores."
A imagem de mãos dadas e cobrindo os rostos foi parar no Facebook aumentando ainda mais o constrangimento  dos garotos. Porém, quando perguntado por um jornalista qual lição aprendera com o castigo, um deles, Charle Crockett, 14 anos, respondeu: "não brigar na escola".
O diretor da escola foi sagaz ao atingir os dois estudantes brigões onde mais dói, no orgulho macho, ou endossou o preconceito sugerindo que dois homens de mãos dadas por um instante é um destino pior do que a expulsão? Esse foi o debate que se ascendeu em vários sites LGBT norte-americanos.
Eu fico com a primeira hipótese.

Um comentário:

  1. para mim isto só endossa ainda mais o preconceito ... não gostei deste tipo de castigo ...

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