A postagem anterior foi providencial para o que vem agora. Vimos o caso do ativista Beto Volpe infectado pelo vírus HIV há 23 anos. Sem dúvida, ele é exemplo para algumas pessoas que, apesar do tratamento disponibilizado pelo governo brasileiro, se desesperam com o diagnóstico. Muitas associam o HIV ao panorama da AIDS do final da década de 1980 e início de 1990. Vale ressaltar que o próprio Beto contraiu o vírus em 1989, sete anos antes da existência do primeiro coquetel.
#Leia: "Melhor tratamento contra AIDS é o amor a vida"
Assustador é o crescimento do número de novos infectados. No Distrito Federal, os registros de novos casos mais que dobraram em dez anos e são os homens brancos, heterossexuais, e com idade entre 30 e 44 anos os mais atingidos, de acordo com o Ministério da Saúde. No RN, 67% dos casos registrados são do sexo masculino e aproximadamente 60% deles estão em Natal e Região Metropolitana. Em Alagoas também cresceu o número de novos casos.
Para as mulheres o quadro não é muito diferente: a cada minuto uma jovem entre 15 e 24 anos de idade é infectada. E por aí vai. São notícias publicadas muito recentemente por vários sites de grande circulação.
A Aids há muito tempo não é mais uma epidemia, mas sim uma pandemia - está disseminada em todos os continentes. Acredita-se que existam mais de 33 milhões de infectados no mundo todo, a maioria em países pobres do continente africado. No Brasil, a estimativa é que a doença leva cerca de 12 mil pessoas por ano ao óbito. Outro dado importante diz respeito ao atual grupo que mais se contamina a cada ano: jovens e mulheres heterossexuais.
É importante fazer o teste se houve sexo desprotegido ou arriscado. Descobrir logo se está ou não infectado pelo HIV é o melhor a ser feito, pois não pode haver o tal benefício da dúvida neste caso. O que há é a certeza de que, se positivo, o tratamento evitará problemas graves e/ou até irreversíveis no futuro. Se negativo, virá o alívio.
#Confira:
"Vida [soro] positiva narrada em livro"

9 comentários:

  1. Consciência e responsabilidade ... é o q falta ainda ...

    bjão

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  2. Parabéns pelo texto.
    O maior problema é que a maioria se julga fora de qualquer grupo de risco, esquecendo que todos a raça humana integra tal grupo.
    Eu já soube de uma vovó, 70 anos à época, heterossexual, que nunca transou com outro homem além do marido, e estava com a doença.
    Já conheci uma garota de 24 anos que foi contaminada pelo namorado.
    Um senhor de 40 que foi contaminado fazendo sexo com mulheres, que nunca chegou perto de outro homem (ele tinha alguma doença venérea prévia, que tornava a mucosa do pênis mais vulnerável).
    E um amigo que nunca transou sem camisinha, mas fazia sexo oral, e um dia...
    Mas não adianta. Isso é como gravidez. Só acontece na casa do vizinho, né!

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  3. Seus exemplos complementam muito a postagem, Alex. Obrigado.

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  4. Junnior,

    São todos exemplos reais, Junnior. Gente de carne e osso, sangue nas veias, que um dia se julgaram fora de qualquer risco, ou entenderam que estavam se precavendo adequadamente. Se alguém tiver paciência, aqui vão mais alguns casos de que me recordo:

    - Uma senhora, 40 e poucos anos, contaminada pelo marido, então já ex-marido, que havia trabalhado (em uma construtora brasileira) na África...
    - Uma jovem, 28 anos, dependente de drogas, contaminada nem sabia como...
    - Outra jovem, dependente de álcool, contaminada, supunha, por um ex-companheiro...
    - Um homem de trinta e poucos, não resistiu aos encantos de um sedutor, numa noite de ano-novo, confiou, arriscou, a camisinha rasgou, se contaminou...
    - Um travesti, contaminado por alguém que imaginava estar com ele por amor... descobriu já em estavo avançado...
    - Outro amigo, praticou sexo oral num desconhecido, tinha usado fio dental não fazia muito. Foi a primeira vez que alguém terminou em sua boca, sem avisar. Quinze dias depois teve sintomas dasoroconversão. Convive com o virus há seis anos, medicado há quatro...
    - Um senhor, 40 e poucos anos, heterossexual, casado, dois filhos já adultos, contaminado fora de casa, sem detalhes, sobrevive bem, graças aos medicamentos que toma já há 15 anos... [caso relativamente raro esse, dado a época em que começou a tomar a medicação]
    - Um personal trainner na academia, ninguem jamais supunha. Um dia o encontrei na farmácia...
    - Um rapaz, 21 anos, ótima aparência, insuspeito, aparentemente heterossexual... tomando já os medicamentos que indicam resistência prévia de vários outros...
    - Um homem, 35 anos, professor secundário, numa de suas crises de depressão, se afundou nas drogas, contaminou-se, provavelmente fazendo sexo, mas não se lembra...
    - Um garoto, 17 anos, se apaixonou por um cara mais velho, que nunca mais viu. Contaminado, ainda não está medicado...

    E assim vai. Se a memória permitisse, e o tempo deixasse, e não fosse muita invasão, daria pra escrever um livro. Todos casos de pessoas que um dia acreditaram que nunca passariam por isso.

    Sobrevivem, sim. Mas a cada espirro, um susto. Não desejam a vida que levam, embora vivam bem, a ninguém.

    É isso. Não é pra alarmar. Só pra prevenir. Se uma pessoa, só uma, se conscientizar que todos são vulneráveis... já valeu.

    Abraços

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  5. Ah, e se alguém ficar curioso, sei desses casos todos pelo motivo mais óbvio, claro. Sou um desses aí em cima. Especificamente o cara que nunca transou sem camisinha, mas usava fio dental... e alguém lhe passou o presente...
    Um em um milhão, dizem, a probabilidade. Ele foi premiado. Nunca ganhou na megasena.
    Vivo bem, sim. Mas, a cada espirro, um susto.
    Não desejo a ninguém.
    Nada compensa. Acreditem.
    Infelizmente, não tem volta...
    Ainda bem que sou brasileiro! SE fosse africano, provavelmente ja´estaria morto.

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  6. Fio dental na boca, pra limpar os dentes, bem entendido!

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  7. Ai, Alex, eu ri muito com o esclarecimento do fio dental (kkk).
    Querido Alex, obrigado pelo depoimento. E viva bem, sim. Como vimos, são muitas as pessoas por 'n' razões que vivem com o HIV. Se se cuidar direitinho, tomando os remedinhos, vida normal.

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  8. Olha, Junnior, não é o fim não, há coisas muito piores, doenças muito mais graves e difíceis.
    Mas nem por isso é algo que deva ser encarado com naturalidade. O normal é não ter. O bom é não ter.
    Quem ainda pode, o melhor que faz é se prevenir.
    É um trauma que não desejo a ninguém.

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