Na última segunda-feira (17/12/2012), membros da torcida organizada Landskrona, do Zenit St. Petersburg, fizeram um comunicado dirigido ao clube no mínimo repugnante. Eles exigem aos dirigentes que não contratem jogadores negros nem homossexuais. Diz um trecho do manifesto: 
Não somos racistas, porém, para nós, a ausência de jogadores negros no Zenit é uma importante tradição que reforça a identidade do clube. Somos contra também a presença de jogadores pertencentes às minorias sexuais. Como clube mais ao norte das grandes cidades europeias, nunca tivemos vínculo com África, América Latina, Austrália ou Oceania. Nada contra a população destes continentes, mas queremos que, pelo Zenit, atuem somente jogadores em afinidade com a nossa mentalidade.
Rapidamente, o Zenit, atual vencedor do campeonato russo, tratou de condenar o ato respondendo que "os jogadores não são escalados em nosso time com base em sua procedência étnica ou cor da pele, mas por suas qualidades e conquistas esportivas. A política do Zenit está dirigida para o desenvolvimento da integração dentro do esporte e combate posturas arcaicas", manifestou o clube.
O conflito entre Zenit e parte de sua torcida é um problema crescente na Rússia, mas o clube reiterou que o preconceito da torcida organizada nada tem a ver com o pensamento dos dirigentes e equipe: "acho que o Zenit tem provado através de seu trabalho que entende o que é tolerância. A equipe reune jogadores de diferentes países e grupos étnicos que trabalham em conjunto para alcançar um objetivo comum. E tem funcionado", afirmou a diretoria do Zenit.
Spannelli e Hulk
O clube recentemente contratou três jogadores negros: o brasileiro Hulk, o belga Witsel e o português Bruno Alves. O meia francês Yann M'Vila recusou uma proposta em agosto após receber ameaças de morte. Por causa de problemas com Luciano Spalletti, o técnico do clube, Hulk já cogita sua saída da equipe na próxima janela de transferência, em janeiro de 2013.
Mas foi esse mesmo treinador que, na terça-feira (18/12), condenou o manifesto da torcida. Seguindo a linha de pensamento do clube, Spalletti disse que a ação da torcida foi uma "estupidez".
Em entrevista divulgada no site do Zenit, o técnico foi questionado sobre qual seria sua definição de "tolerância": "para mim, acima de tudo, é a capacidade de compreender e aceitar as diferenças. Além disso, ser tolerante significa que você luta contra qualquer tipo de estupidez", definiu o italiano que ainda prometeu apoiar iniciativas locais para combater a xenofobia e o racismo.
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