Uma matéria tendenciosa da TV Record afirma que uma "cartilha" com ilustrações pornográficas de quatros homens praticando sexo grupal foi distribuída por ativistas LGBT a estudantes de até 13 anos de idade. O evento, chamado de 5ª Parada da Cultura, teria acontecido numa escola da baixada fluminense (Rio de Janeiro). Parece que a revista foi distribuída num 'stand' LGBT.

Por que chamar o material de "cartilha" se no próprio está escrito "gibi"? 

A palavra "cartilha", associada aos LGBTs, nasceu durante o apogeu da polêmica do "Kit Anti-Homofobia". Foi utilizada para denominar alguns livros do "Kit Gay".

De lá pra cá, alguns parlamentares da frente conservadora, assim como pastores fundamentalistas, repetem a todo instante que ativistas gays induzem crianças à homossexualidade nas escolas através de "cartilhas" impróprias.

Na verdade, a luta dos militantes é a inserção de uma disciplina no currículo escolar para educar sexualmente crianças e jovens; explicar, por exemplo, que homossexualidade é uma das espécies de sexualidade, assim como o é a heterossexualidade. O intuito, obviamente, é apresentar as formas de sexualidade às crianças para que cresçam com menos preconceito.


A jornalista procurou o presidente do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, Júlio Cesar Moreira, que explicou que o material encontrado não foi distribuído na escola. O gibi, segundo Júlio, fez parte do projeto de prevenção de DST-AIDS, realizado em 2011 e financiado pelo governo holandês, com o objetivo de prevenir DST-AIDS em jovens gays. Júlio acha que algum adolescente pode ter comparecido ao evento anterior, guardado o material em casa e levado para a escola naquele dia, já que o acontecimento também abordava temas LGBT.

Fato é que o nome ("Gibi") e o objetivo ("segurança e prevenção de DST-AIDS") estão impressos na revista mostrada na matéria da TV Record.


A matéria é capciosa e tendenciosa. Numa passagem [imagem acima], a jornalista diz que "a cartilha afirma que é possível transar de forma segura sem o uso do preservativo." [grifei]

Trata-se na verdade de uma das 'falas' dos personagens do gibi. A repórter leu apenas a primeira frase do texto (transcrita acima) que é mostrado em tempo insuficiente para que o telespectador não perceba o todo. Ainda assim, algumas palavras aparecem cortadas do lado direito do vídeo. 
Pelo que dá pra ver, diz assim:
"Casei!! É possível transar de forma segura sem o uso do preservativo [...] Ambos precisam fazer o teste do HIV [...] Até que dê negativo para os dois, continuem usando camisinha. Façam novos exames entre 6 e 12 semanas [...] Depois [?] se os resultados deles também forem negativos [...] Continua de maneira que não dá para ler.
Na verdade, o gibi ensina a usar o preservativo, mas a TV Record considerou irrelevante falar. Não vi o gibi [nem o 'Kit Gay'], não sou ativista e não estava no evento escolar. Muito menos trabalhei na TV Record algum dia, mas convenhamos: êta povinho que gosta de avacalhar, né não?

4 comentários:

  1. O jogo sujo é pesado pra cima da gente.

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  2. Tudo que vejo da Record nesse quesito é sempre MUITO tendencioso...

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  3. gays nojentos. Por mim podiam morrer todos

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