Com bom gosto e mais dinheiro no bolso do que a população heterossexual que, quando opta por ter filhos, tem que arcar com o alto custo de sua criação, os homossexuais masculinos e femininos divertem-se viajando muito, sozinhos ou com seus companheiros(as), tornando-se um público respeitado pelas agências governamentais de turismo do mundo todo. Diversas delas, como a Maison de la France, por exemplo, publicam cadernos especiais com dicas e os melhores endereços de interesse do público LGBT.

No Brasil existe a Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes cujo site inteligente oferece muitas informações interessantes, links e matérias sobre destinos turísticos pelo mundo. Existem também diversas agências voltadas para esse público. As paradas gays estão acontecendo praticamente no mundo todo, muitas apoiadas por órgãos oficiais de turismo. Somente a parada gay de Jerusalém foi abolida (ao menos por ora) em razão da oposição de certos grupos religiosos evangélicos e muçulmanos e de algumas organizações direitistas judaicas ou com outras características fundamentalistas.

Por razões culturais ou religiosas, em alguns países (América Latina, norte da África, centro-oeste dos Estados Unidos, países muçulmanos, etc.), é aconselhável que viajantes LGBT assumam uma postura discreta (não andar de mãos dadas em público; não solicitar cama de casal na recepção do hotel, por exemplo). Eu sei que isso é estranho mas, felizmente ou infelizmente, temos que nos adequar aos costumes locais e isso serve para diversos outros aspectos; não somente no que tange à sexualidade.

O objetivo do artigo de hoje é também mostrar o vídeo que a Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual de São Paulo (CADS) produziu para divulgar o turismo LGBT na cidade de São Paulo. Achei interessante, mas a cidade tem muito mais opções para o público LGBT explorar e deveriam ter dedicado mais alguns minutos na apresentação. Contudo, só o fato de o poder público produzir um material desse tipo já é um grande avanço e evolução na conquista da  igualdade das pessoas LGBT’s em nossa  sociedade.

Uma pesquisa do portal "Gay Cities", em parceria com a companhia aérea American Airlines, feita em maio de 2012, aponta São Paulo como um dos melhores destinos gay-friendlies do mundo – receptivo ao público LGBT. A capital paulista aparece em quarto lugar, com 6% dos votos. Tel-Aviv (43%), em Israel, ficou no topo da lista. Nova York (14%), nos EUA, em segundo. Em seguida, vem Toronto (7%), no Canadá. Madri e Londres ficaram em quinto lugar, com 5% dos votos. A pesquisa também avaliou outros oito quesitos das cidades, entre eles "Melhor Gastronomia", "Moda" e "Vida Noturna". São Paulo foi citada novamente no quesito “Cidade do Orgulho Gay”. Ficou em segundo lugar, com 12% dos votos - atrás de São Francisco (EUA), que lidera lista com 29% das citações.

No Brasil existe a Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes cujo site inteligente oferece muitas informações interessantes, links e matérias sobre destinos turísticos pelo mundo. Existem também diversas agências voltadas para esse público. As paradas gays estão acontecendo praticamente no mundo todo, muitas apoiadas por órgãos oficiais de turismo. Somente a  parada gay de Jerusalém foi abolida (ao menos por ora) em razão da oposição de certos grupos religiosos evangélicos e muçulmanos e de algumas organizações direitistas judaicas ou com outras características fundamentalistas.



Como temos leitores do Brasil inteiro, se houver material parecido de sua cidade, não hesite em nos encaminhar para a apresentá-lo em artigos como este. Assim, mostramos ao público LGBT o que  pode ser explorado em várias cidades do país.
Um grande abraço.
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Harley Flausino
Sobre o autor:
Formado e pesquisador em políticas públicas sociais pela Universidade de São Paulo. No momento mora em SP onde trabalha com gestão pública cultural. Gosta de escrever sobre sociologia, política e turismo cultural. Criador da comunidade 'Mochileiro LGBT' no Facebook (harley.flausino@gmail.com / facebook.com/harley.flausino)

3 comentários:

  1. interessante ver a situação de Israel, Jerusalém tem uma parada proibida enquanto Telaviv é a cidade no topo dos lugares melhores para receber os gays
    que estranho!

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  2. Isso é uma mentira absurda!!! Sou paulistano e desde que nasci vi, senti, vivi "n" histórias de diiscriminação e estimatização de LGBT's. Não ajuda em nada nem negarmos a realidade em nome de um pretenso "Turismo GLS"", nem tapar o sol com peneira, muito menos um otimismo ridículo que não provoca mudanças. Vá morar em Higienópolis, por exemplo, para ver como os judeus ortodoxos que se julgam donos do lugar tratam os gays, foi na Praça da República, que fica em São Paulo, que tivemos o crime homofóbico mais midiático do país: o assassinato de Edson Néris, por 22 neonazistas, em 06/02/2000 e, hoje, os 22 estão soltos... travestís são metralhadas nas ruas de Sampa, dezenas de ataques na Avenida Paulista e mortes violentas de LGBT's na periferia que nem chega aos jornais, fora a maneira como somos tratados pela PM paulistana, um lusho(Modo IRONIA ON) . Sim, existem algumas políticas públicas que deram certo, se tornaram referências, mas insuficientes, poucas... se contentar com isso não é militar, é apenas um jogo de conveniências...
    Ricardo Aguieiras
    aguieiras2002@yahoo.com.br

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  3. Em nenhum momento existe uma menção de contentamento com as políticas públicas implementadas até então e que o turismo gls ajuda negar a realidade de privação da cidadania plena que os LGBT's vivem. O turismo é apenas MAIS UMA variável nesse universo ao qual contribui para a visibilidade e conquista de espaço para inserir demandas na agenda pública. Se o que foi demonstrado no texto é uma mentira absurda, o que são então milhares de pessoas que visitam São Paulo, todos os meses em busca dos atrativos gay-friendly? O texto é SÓ sobre isso, okay?As outras questões encontram amplo espaço para discussão e apontamentos, inclusive e muito efetivamente nesse blog, onde foi postado o artigo. Aos julgamentos pessoais, acredito que o material utilizado como referência é insuficiente, cabendo-me a dedução que o o uso da parcialidade, no trato das questões, é recorrente.

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