Peter Turkson é jovem para os padrões papais (64 anos). Ele estudou teologia em Nova York e foi considerado "um dos líderes religiosos mais energéticos da África" pela 'The Tablet', uma influente revista católica britânica para a qual, em 2009, declarou: "se Deus quiser, o mundo terá um homem negro como papa." Ele se envolveu com as questões contemporâneas, incluindo a crise econômica global, chamando para mais supervisão as instituições financeiras e denunciando a "idolatria do mercado".

Quando do falecimento do papa João Paulo II (1978-2005), dizia-se que era chegado o momento para a assunção de um líder mundial religioso "progressista", vindo de países latino-americanos ou africanos, mas o seu sucessor, Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI), como sabemos, é um extremo conservador. 

Agora, com a renúncia de Bento XVI, as previsões retomam e um dos nomes de peso, dentre os candidatos apontados, é o do cardeal Peter Turkson, que, se escolhido, se tornará o primeiro papa negro e africano da história. Ele opera desde 2009 no Vaticano e é presidente da Comissão Pontifícia da Justiça e Paz.

De acordo com informações do site "Queerty", Turkson não seria exatamente o que se espera de alguém com ideias sociais ou políticas avançadas, já que seria homofóbico e defenderia a pena de morte para homossexuais em Uganda, sendo ele próprio um dos defensores de um projeto de lei que tramita no Poder Legislativo de Uganda, o qual prevê a pena de morte a homossexuais do país.

Em entrevista ao site 'The Telegraph', Turkson diz que é preciso 'encontrar maneiras de lidar com os desafios da sociedade e da cultura', e que 'A Igreja precisa evangelizar ou converter os que abraçam estilos de vida alternativos, tendências ou questões de gênero. Não podemos falhar em nossa missão de fornecer orientação', declarou o cardeal.

Ainda segundo o site "Queerty", outra atitude inexplicável de Peter Turkson, foi criticar o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, quando o mesmo pediu que o continente africano acabasse com a criminalização da homossexualidade.

“Quando você está falando sobre o que é chamado de "estilo de vida alternativo", são estes os direitos humanos? Ele (Ban Ki-moon) precisa reconhecer que há uma sutil distinção entre moralidade e direitos humanos, e é isso que precisa ser esclarecido”, afirmou, insinuando que defender os LGBT não é uma questão de direitos humanos.

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