Por que nomes como 'ativistas' ou 'militantes' são usados para citar aqueles que "representam" cidadãos LGBT na conquista de seus direitos? Não seria mais apropriado chamá-los representantes LGBT ou outra palavra que fosse menos anos 60, ditadura?

Acima de tudo, é bom saber que há pessoas lutando pelos direitos das minorias, mas o "ativismo" gay pode está cometendo o mesmo erro do s políticos brasileiros.

Militância é política. Tudo é política

Eles, os políticos, possuem aquela ansiedade de serem eleitos a qualquer custo. Depois "esquecem" o essencial que é se fazer acessível aos eleitores. 

Para ser "militante" ninguém precisa se candidatar a cargo público, mas tem que denunciar, tornar públicas, as violações dos direitos que as pessoas de minorias sofrem em seu cotidian. Um ativista como o deputado Jean Wyllys, por exemplo, faz a diferença.

A maioria dos militantes gays não está no Congresso. O clima para quem acompanha da janela a marcha deles é nebuloso. O que assistimos mais é guerra de foices entre os que ocupam posições de destaque e os que almejam outras mais vistosas. Não é novidade que a luta de direitos do cidadão LGBT tem holofotes. Se tornou prioridade.

A militância gay não pode seguir a tão criticada e retrógrada fórmula do sistema político do Brasil. Deveria, primordialmente, se concentrar na prestação de serviços aos cidadãos gays de dentro e fora da mídia. Isso os torna dignos. A meta principal deve ser a assistência dos cidadãos LGBT: jurídica, psicológica, moral, legal, social, educativa, e etc.

A bem da verdade, para ter força e sustentabilidade, ativistas precisam estar presentes no governo, judiciário e legislativo. Mas há de ter parcimônia, foco e principalmente respeito às demais instituições. 

Há de se lutar por conscientização (educação nas escolas), leis precisam ser criadas ou revistas, líderes competentes de áreas importantes precisam ser eleitos, outro afastados como Marco Feliciano, da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. E ativistas devem obviamente atuar com diplomacia e com os olhos voltados ao cidadão gay.

Democraticamente falando

A democracia é um regime que só existe em sistemas de governo como o nosso (presidencialismo), mas a monarquia é também outro sistema que a comporta. E o que torna um país democraticamente constituído? A soberania do povo. 

Se temos líderes devemos conscientizá-los de que nenhum deles pode se afastar do povo. Melhor ainda seria o povo tomar as decisões mais importantes para o país e não deixar que façam isso. 

Nós elegemos nossos representantes, assim funciona nossa forma de governo, mas o que adianta se não sabemos elegê-los? Após eleitos e instalados, a maioria se sente mais rei ou rainha do que os maiores nomes da realeza mundial (Alexandre, o Grande, Carlos Magno, Henrique VIII, Rainha Vitória, Elizabeth I, etc).

Poder, coroa, cedro, manto, planalto, palácios, etc, são do povo. Políticos e governantes são súditos. Ou deveriam ser. E militantes gays não são representantes eleitos.

4 comentários:

  1. Você fechou a postagem com uma excelente frase: Militantes gays não são nossos representantes legais e eleitos. Acho que isso deve mudar, ou pelo menos a politica, a forma que usam a militãncia deveria ser melhor combinada com a população interessada.Bjs!

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  2. também acho que a militância devia promover coisas mais para os gays mesmo, grupos de apoio por exemplo, que ajudam pessoas que saíram do armário a lidar com toda a merda poderia ajudar... quero fundar algo assim aqui em Natal.

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  3. http://hereditarios.livreforum.com/t86-consequencias-medicas-da-homossexualidade

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  4. Eu gostaria de me tornar militante Lgbt,nunca fiz curso e gostaria de saber as maneiras que eu possa estar me tornando um......obrigado por me ajudarem.

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