Como o próprio Sidney Rezende se apresenta em seu blog, ele é um dos fundadores da Rádio CBN e apresentador de telejornais da Globo News. Em sua última postagem, o jornalista se posiciona a favor do casamento gay. Muito dignamente, diga-se.

Ele começa dizendo que não gosta da expressão "casamento gay", mas a julga necessária devido a sua extensão popular: "É mais fácil a compreensão". Deixa a entender que a junção dos vocábulos gera confusão generalizada: "a simbologia do véu e grinalda de um e fraque e rosa branca na lapela de outro. Igreja é Igreja, Estado é Estado. Cada um no seu quadrado", explica. 

[Recado aos fundamentalistas?]

A partir daí, Rezende prefere falar de direitos. 
O amor traduzido na convivência entre pessoas do mesmo sexo é uma realidade do nosso tempo. Não dá mais para esconder como isso não existisse. Existe. Homossexuais fazem parte da minha família, da sua, da nossa... E se você acha que isto não é verdade, vá até o quarto, e dê uma boa olhada no armário.
Os direitos de um casal hetero precisam ser estendidos a pessoas do mesmo sexo que decidam seguir juntas no amor, na riqueza e na pobreza. Estamos falando, portanto, de direitos civis, com segurança jurídica e contrato legal claro para que tudo o que for constituído pela união estável seja uma garantia reconhecida pela sociedade.
Estamos falando de direitos individuais numa sociedade democrática e moderna. O Brasil vive, sim, uma democracia, ainda que lotada de penduricalhos autoritários, mas isto não pode ser empecilho para aceitarmos que estamos no século XXI e que o país tem coisas mais importantes para resolver.Resolvamos rápido isso, e voltemos à nossa agenda fundamental e totalmente não solucionada.

Já que se abordou a conquista de direitos, é bom lembrar que o Supremo Tribunal Federal se pronunciou sobre a possibilidade jurídica da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Com a força de constituir uma entidade familiar em igualdade de condições com as uniões estáveis dos casais heterossexuais. Mas não é casamento!  

Há diferenças substanciais que separam os dois institutos, como a escolha do regime de bens e questões relacionadas à herança, sucessão e concorrência.  

A união estável homoafetiva é uma enorme vitória, mas o casamento gay é mais que uma expressão, é uma necessidade. Talvez um dia, anos depois que a lei sobre casamento no Brasil estender o direito civil aos gays, ninguém ligará mais para esses detalhes. As pessoas, independentemente de orientação sexual, serão simplesmente casadas ou solteiras.

Um comentário:

Para se cadastrar, preencha o formulário na coluna do lado direito do blog.
Seu comentário é bem vindo, desde que:
1. possua nome e link válidos;
2. não contenha cunho racista, discriminatório ou ofensivo a pessoa, grupo de pessoas ou instituições;
3. não contenha cunho de natureza comercial ou propaganda.
Grato pela compreensão.