Apesar da recessão, os gays ainda viajam e gastam muito, afirma um dos maiores especialistas em viagens da Europa. Com base em estatísticas, casais de gays e lésbicas movimentam mais dinheiro e viajam com mais freqüência para cidades como Viena que tem como meta investir mais em bares, restaurantes e pacotes de viagens específicas para os gays
Pavilhão gay em feira de turismo de Berlim (Foto: Divulgação/ITB)


De acordo com dados do “LGBT Travel Report 2013”, as viagens de lazer do público gay devem aumentar quase 10% em 2013, movimentando US$ 181 bilhões.

Briand Bedford-Eichler, editor do guia Spartacus, sobre hospedagem “gay friendly”, afirma que a aceitação do setor LGBT tem aumentado – assim como a consciência de que viajantes homossexuais
tendem a sair de férias de três a cinco vezes ao ano, e não apenas para viagens curtas: "Mais empresas querem oferecer produtos nesse mercado porque sabem que é muito lucrativo. É um nicho que não foi afetado pela crise. Gays continuam viajando e gastando.”, diz.

Viena
Loewenherz - livraria gay em Viena

O destino que mais recentemente anunciou medidas para atrair esse público é Viena. Autoridades da capital austríaca divulgaram neste mês uma nova estratégia para o turismo voltada para os viajantes gays interessados em música, cultura e história.

A ideia é se diferenciar de outras cidades que normalmente querem atrair esse público com festas e vida noturna agitada, e atingir aqueles que buscam ópera, boa comida e passeios culturais. "Viena não é uma Mykonos, e não deve ser", disse Clemens Koeltringer, analista de marketing do escritório de turismo da cidade, referindo-se à ilha grega que é um destino gay conhecido por suas baladas.

Goldener Spiegel, bar gay em Viena

Um estudo com os estrangeiros que visitam Viena mostra que turistas GLBT recebem por mês, em média, 385 euros a mais do que outros grupos.

O guia oficial de turismo LGBT na cidade sugere um tour a pé até o Palácio Belvedere, construído pelo príncipe Eugênio de Savoia – um general que, segundo historiadores, era gay --, e à Ópera de Viena, projetada por dois arquitetos gays.

Marea Alta - bar de lésbicas em Viena
Alemanha, Bulgária, Espanha

Durante a feira mundial de turismo realizada em Berlim no início deste mês, ITB Travel Fair, vários destinos promoveram credenciais “gay friendly”. Alemanha, Bulgária e Espanha foram alguns deles.

A entidade de promoção turística VisitBerlin lançou o “Pink Pillow Berlin Collection”, uma rede de hotéis que recebem bem o público GLBT.

Espanha, Madri, Barcelona, San Sebastian e Sitges têm estratégias para atrair mais visitantes LGBT, reconhecendo que é um setor importante e lucrativo.

Stefan Dimitrov, consultor da região litorânea búlgara Sunny Beach, no Mar Negro, afirma que notou um significativo aumento no número de visitantes na seção gay do local. Ele criou um blog e um site oferecendo dicas e pacotes de viagem para esse público. "O interesse durante a feira foi tão grande que tive que imprimir mais panfletos para dar conta da demanda", afirma.

Confira mais fotos


Fotos 1 e 2 são da Kaiserbruendl - sauna gay em Viena

Donos da livraria GLBT Loewenherz, em Viena (Foto: Leonhard Foeger/Reuters)



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