A história de amor entre duas mulheres, retratada em "La vie d'Adèle", exibe cenas tão apaixonadamente declaradas que deixaram os presentes do Festival de Cannes surpresos e boquiabertos, segundo divulgam os sites de notícias. O sobressalto maior veio com a coroa do Palma de Ouro na categoria "Melhor Filme".

Graças ao ineditismo do fato -- as imagens picantes de sexo lésbico exibidas no Festival de Cannes, o  prêmio e as três horas de duração da película -- vários países, entre outros, o Brasil, o México, a Colômbia e a Espanha compraram o direito de exibição, após a repercussão de Cannes.

Conforme divulgou na última terça-feira (28/05) Brahim Chioua, diretor-geral da Wild Bunch (produtora), 'La vie d'Adèle' já havia sido vendido antes para muitos outros países, principalmente da Europa. O filme será também distribuído no Canadá, Hong Kong, Coreia, Nova Zelândia, Rússia, e há negociações em curso na Venezuela, Peru, Bolívia, Equador e Argentina, complementou.
Abdellatif entre Lea e Adèle em foto na 66ª edição do Festival de Cannes, França, 23 de maio, 2013 (Xinhua/Gao Jing)
O filme
Dirigido pelo franco-tunisiano Abdellatif Kechiche (gente, que nome!), é baseado na história em quadrinhos ("HQ") "Le bleu est une couleur chaude", escrita e desenhada em 2010 pela francesa Julie Maroh. Aborda o despertar sexual e a paixão de uma adolescente por uma jovem de cabelos azuis, vivida por Adèle Exarchopoulos (19 anos), excepcional no papel da estudante de 15 anos que descobre o desejo ardente depois que conhece Emma, interpretada por Lèa Seydoux.

"La vie d'Adèle" usa uma técnica um tanto inovadora e curiosa com o objetivo de deixar o público também apaixonado pela principal personagem. Durante a exibição, os lábios da atriz Adèle Exarchopoulos são constantemente evidenciados em 'closes', seja falando, dormindo, comendo ou beijando sua parceira.

"O que vocês viram na tela, nós fizemos", disparou Lèa, emocionada. Há uma verdade maravilhosa em um trabalho tão realista. Em diversos momentos, eu até esquecia que havia uma câmera nos filmando." Sua colega Adèle confirmou. "As cenas foram surpreendentes, porque não seguimos nenhum roteiro. Era tudo improvisação, um trabalho de meses entre os atores".

'Façam HQ, é legal'
Em seu site oficial, Juilie (a criadora da HQ) publicou uma mensagem de agradecimento e incentivo aos que se interessam pelos quadrinhos:
"Obrigada a todos por suas mensagens de hoje. Eu não tenho palavras para descrever a magnitude do que passei por algumas horas. Eu sei que muitos estão à espera de um comentário meu sobre o filme. Eu já vi duas vezes. Vou comentar mais tarde (...).  Mas obrigada novamente. Façam história em quadrinhos, é legal".

Trailer


3 comentários:

  1. fiquei curioso ... afinal um filme desta temática ser premiado é algo inusitado né?

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  2. que bom que estamos tendo nossos espaço reconhecido pois hoje podemos falar abertamente de uma relação homossexual século 21 parabêns a escritora ao diretor do filme e principalmente as atrizes pela competência e respeito sem se preocupar com critica mais sim com o que levar pra fora das telas mais sucesso pra vcs.

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  3. aff, gente, "Azul é uma cor quente" virou "A vida de Adele"? o título da HQ é tão melhor.

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