PELÍCULA COR-DE-ROSA
[Por Marcos Alexandre]

Em junho de 1945, a operária Norma Jeane Dougherty foi descoberta por um fotógrafo que acreditou que ela seria uma boa modelo. Em agosto de 1962, Marilyn Monroe foi encontrada morta em sua casa na Califórnia. Entre estes 17 anos, uma estrela conquistou o mundo como nenhuma outra na história do planeta Terra.
Nascida em Los Angeles no dia 1º de junho de 1926, Marilyn Monroe foi batizada de Norma Jeane Mortenson e passou a infância e a juventude entre famílias adotivas, pois sua mãe não era casada e sofria de um desequilíbrio mental que a obrigava a viver internada em hospícios.

Aos 15 anos de idade, Norma casou com um vizinho, James Dougherty, na tentativa de fugir dos maus tratos e ter um mínimo de estabilidade. James foi logo convocado para a guerra, deixando Norma morando com os sogros e trabalhando na linha de montagem de Radio Plane.
Certo dia, o fotógrafo David Conover recebeu a missão de passear por algumas fábricas tirando fotografias de moças que trabalhavam pela pátria enquanto seus maridos lutavam nas trincheiras. Ao ver Norma Jeane, Conover ficou tão surpreso com sua beleza que imediatamente sugeriu que ela procurasse uma agência de modelos. Ela aceitou o conselho, foi à Blue Book e o resto é história: as fotos com André de Dienes, o divórcio, a mudança de nome, o primeiro contrato com a Fox, a foto para a Playboy, etc.

Marilyn Monroe nunca chegou a ser a atriz mais bem paga do mundo, nunca teve seu talento reconhecido pela crítica e nunca ganhou grandes prêmios. Mesmo assim, tornou-se um ícone do cinema e um sinônimo de beleza a sex appeal – e assim continua até hoje. Mais de 50 anos depois de sua morte, ela tem cerca de 100 milhões de citações na internet, nunca saiu das capas de revista e dos editoriais de moda e é inspiração para pessoas de todo o mundo, de todos os sexos e idades.

No ano passado, a rede americana NBC lançou o seriado Smash, cuja trama se passava nos bastidores da produção de um musical sobre a vida de Marilyn Monroe. Por vários motivos o seriado não deu certo – mas em várias cenas emocionou o público pelas citações sobre a vida da atriz drogada que sequer conseguia decorar suas falas, que vivia solitária e que era também a mulher mais famosa, amada e desejada do mundo. Esta dualidade única, incrível e fascinante faz de Marilyn Monroe a nossa musa inesquecível.
Marcos Alexandre
Sobre o autor:
Escritor, lançou o e-book www.peliculacorderosa.wordpress.com. Entre 2004 e 2009 atuou como colunista de cinema com temática LGBT na revista G Magazine e em diversos sites de SP, RJ e Brasília (Mix Brasil, Cineminha, Gay Brasil, GLX, Parou Tudo e outros). Mora atualmente em Joinville e dedica seu tempo ao tarô e à quiromancia (www.leiturademaos.wordpress.com)
porta_retrato/468x60.gif

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Para se cadastrar, preencha o formulário na coluna do lado direito do blog.
Seu comentário é bem vindo, desde que:
1. possua nome e link válidos;
2. não contenha cunho racista, discriminatório ou ofensivo a pessoa, grupo de pessoas ou instituições;
3. não contenha cunho de natureza comercial ou propaganda.
Grato pela compreensão.