PELÍCULA COR-DE-ROSA
[Por Marcos Alexandre]


Recentemente no blog foi publicada uma matéria sobre Channing Tatum ter sido eleito o homem mais sexy do mundo pela revista People. Em anos passados, Matthew McConaughey, Brad Pitt, George Clooney e Johnny Depp, entre outros,  receberam esse título. Nenhum porém é tão bonito como o galã gay da era de ouro de Hollywood: Montgomery Clift.

De família rica, Monty (como Montgomery era chamado) passou a fase inicial da infância hospedado em luxuosos hotéis, viajando com os pais pela Europa. Mas aos 9 anos de idade sua família perdeu tudo na crise da bolsa de valores de 1929, e os Clift foram obrigados a trocar suas mansões por um pequeno apartamento em Nova York. Foi lá que o teatro seduziu o jovem Monty, que decidiu ingressar em seus palcos.


Por causa de sua beleza física, logo no início da carreira no teatro Monty Clift já recebeu vários convites para ingressar no cinema em papéis secundários - mas ele não aceitou nenhum, e só cedeu quando finalmente em 1948 a Metro lhe ofereceu um papel principal já em seu primeiro contrato. Monty estreou protagonista em Red river ao lado de John Wayne. Mesmo sendo Wayne um dos maiores nomes nas bilheterias da época, o desconhecido Clift (com quem Wayne teve um affair durante as filmagens) roubou-lhe a cena, ganhou a capa da revista Time, recebeu convites de todos os estúdios e foi indicado ao Oscar.

Uma de suas melhores performances veio alguns anos depois, em 1953, no papel do padre Michael Logan de I confess, filme de Alfred Hitchcock lançado no Brasil com o título A tortura do silêncio. No mesmo ano ele foi especialmente convidado para viver o soldado Robert Prewitt em From here to eternity (conhecido por aqui como A um passo da eternidade). O filme de Fred Zinnemann teve enorme sucesso comercial, foi indicado ao Oscar em treze categorias e explorou de todas as maneiras possíveis a perfeição física e o sex appeal do astro que estava em seu auge.

Mas as coisas mudariam em breve: ao dirigir bêbado, Monty sofreu um acidente de carro, e durante a recuperação tornou-se dependente de drogas e estimulantes que ele misturava com álcool. Sua carreira decaiu, assim como sua forma física - e seu único apoio era a amizade inabalável com Liz Taylor. Foi ela quem convenceu John Huston a contratar Clift em 1961 para estrelar The misfits (Os desajustados) ao lado de Marilyn Monroe - atriz em quem ele encontrou uma companheira de drogas e bebidas. Não era raro os dois chegarem atrasados e completamente alterados às filmagens, o que resultou até em um processo judicial que só não foi o prato preferido da imprensa sensacionalista da época porque esta já tinha muito trabalho revelando os casos amorosos de Clift com seus colegas (James Dean e Marlon Brando entre eles).

Montgomery Clift nasceu em 1920 e morreu em 1966. Viveu em uma época em que não havia Photoshop, personal trainers, cirurgias plásticas e cosméticos avançados. Sua perfeição era natural. Naturalmente, até hoje o cinema ainda não encontrou um ator tão belo.

Marcos Alexandre
Sobre o autor:
Escritor, lançou o e-book www.peliculacorderosa.wordpress.com. Entre 2004 e 2009 atuou como colunista de cinema com temática LGBT na revista G Magazine e em diversos sites de SP, RJ e Brasília (Mix Brasil, Cineminha, Gay Brasil, GLX, Parou Tudo e outros). Mora atualmente em Joinville e dedica seu tempo ao tarô e à quiromancia (www.leiturademaos.wordpress.com)

Um comentário:

  1. ele é bonito sim mas não faz a minha linha ... fato ... para mim o Brad dá de 10 nele ... rs

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