O título é cliché, eu sei. Aliás, quase toda a postagem. Mas é inevitável não pensar no delírio político após aquela reunião de deputados desocupados que aprovaram o projeto tolinho de 'cura gay'. Eis que a gente se dá conta que nosso país precisava realmente acordar.

Não estou afirmando que a causa gay foi o pivô das manifestações populares, mas pode ter certeza que o cenário político que mostrou um bando de representantes eleitos pelo povo perdendo tempo e dinheiro público para discutir um projeto de 'cura gay', contribuiu para revoltar milhares de brasileiros.

E, mais uma dose de clichê, o tratamento que o gay precisa é igual ao de qualquer cidadão, independentemente de orientação sexual: respeito. Fazia tempo que a maioria dos parlamentares do Brasil não se lembrava disso, de acatar a soberania popular -- se é que algum dia eles aprenderam que o Estado é sujeito à vontade das pessoas, que são a fonte de todo o poder político.

E nesse ritmo de força-tarefa política, o PSOL apresentará na reunião de líderes da próxima semana, requerimento de urgência para que o projeto da “cura gay” seja votado no plenário da Câmara. O objetivo é detonar logo o projeto com a esperada rejeição dos parlamentares presentes.

Por falar nas manifestações, você percebeu que a propaganda da FIAT que convidava os brasileiros a saírem às ruas foi retirada do ar? Sim, aquela da musiquinha legal, cantada pelo 'rappa' Marcelo Falcão, que diz assim: "Vem pra rua, porque a rua é a maior arquibancada do Brasil”. 

"Vem Pra Rua" acabou se tornando tema dos protestos.


3 comentários:

  1. É aproveitar a onda mesmo! assim damos mais um passo rumo à nossa cidadania!!!

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  2. tô me sentindo tão hétero já que sou gordo...

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    1. Ficou claro que você leu apenas o título, Foxx. que nada mais é do que uma brincadeira, um trocadilho clichê da gíria "sarado" para a 'cura gay'.
      O conteúdo da postagem tem relação com gays, héteros, gordos, sarados, magros, jovens, maduros, velhos, feios, bonitos, enfim, com o cidadão brasileiro...
      Ou você se sente um estrangeiro também?

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