Não encontro nenhum motivo para dizer que o casamento entre pessoas do mesmo sexo pode trazer qualquer prejuízo para a sociedade. A história mostra que o exercício da intolerância é que gera catástrofes. Em corolário a isso, podemos vislumbrar que o exercício e a prática da tolerância podem, quiçá, ser positivos no sentido de promover o desenvolvimento da sociedade
Juíza Sirlei Martins da Costa, da 1ª Vara de Família e Sucessões de Goiânia ao voltar atrás de sua própria decisão, proferida em  junho de 2012, quando decidiu que dois homossexuais não poderiam se casar por falta de previsão legal.

Posicionamento anterior

Na decisão do ano passado, Sirlei da Costa afirmou que, apesar de não ver problemas no casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, somente lei aprovada pelo Congresso Nacional poderia autorizá-lo. Para isso, escreveu, seria necessária ampla discussão social sobre o tema. Já na sentença da última terça-feira, ela segue em outra direção: "inegável que ao cumprir seu dever precípuo de interpretar a norma, o julgador também produz norma".

Em sua opinião, "não há como negar que o julgamento do STF (ADI 4277/DF e ADPF 132/RJ), o julgamento do STJ (RESP 1.183.378/RS) e até a Resolução 175 do CNJ sejam influenciadores da formação de convicção do julgador no sentido de permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo". Uma das provas disso, segundo ela, é que após julgamento do STF, Corregedorias de Justiça de dez estados regulamentaram a matéria: Santa Catarina, Rio de Janeiro, Roraima, Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia, Sergipe, Piauí, São Paulo e Rio de Janeiro.

Posicionamento atual

Agora, ela autorizou um casamento gay e recorreu ao artigo 3º da Constituição Federal, que define como um dos objetivos do país “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Sirlei argumentou que a limitação da possibilidade de exercer a intimidade sexual conforme o desejo atenta contra a dignidade da pessoa. E a garantia apenas ao casamento heterossexual é uma restrição de direito, apontou.

A juíza ainda destacou na sentença que a Resolução 175/2013, do Conselho Nacional de Justiça, vincula somente os cartórios a habilitarem o casamento gay. A norma obriga os cartórios a converter a união estável homossexual em casamento, se assim for o desejo do casal. Ao julgador, de acordo com ela, cabem os princípios determinados pelo artigo 93 da Constituição, que trata da prerrogativa de livre convencimento.

[Fonte: resenha de matéria escrita por Victor Vieira, do site Consultor Jurídico]

8 comentários:

  1. Ela pensou melhor. Isso já esta valendo.
    Boa semana Junior... beijos

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  2. Respostas
    1. Precisa ver o que essa juíza anda fazendo na 1º vara de família é de indignar qualquer cidadão!

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    2. Por que anônimo? Se tem provas então mostra seu nome,simples assim

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    3. Foi o que fiz. A Corregedoria existe pra isso.

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  3. Haverá então esperança para o Bolsonoro, Malafaia e "In"Feliciano?

    Se a esperança é a última que morre...

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  4. Podia voltar atrás também nas lambanças que anda fazendo na 1º vara de família. Brincando com a vida de crianças...

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    1. Pastor abusa de menina de 13 anos e justifica: “ Deus Mandou".

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