Um problema na documentação do carro (trio elétrico) de Daniela Mercury atrasou o seu show em duas horas -- previsto para às 13h. A chuva não deu trégua e caiu durante quase todo o evento. 

Nada disso intimidou o público da 17ª Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) cuja estimativa de números varia, controversas à parte, desde os 220 mil (Data Folha) até os 5 milhões (organizadores do evento). 

Segundo a Polícia Militar --  2,3 mil policiais no evento, quase o dobro do ano passado --, a maior presença de público foi registrada às 18h, quando 600 mil pessoas se reuniram na Rua da Consolação, mas o clima foi pacífico até à noite. A expectativa era atrair 3,5 milhões.

Daniela foi muito aplaudida e dedicou a apresentação do seu show à sua esposa Malu, afagou e beijou a jornalista durante o evento. A cantora pediu ao público para escolher melhor os políticos na hora de votar e para “não abrir mão do poder dado ao povo após a luta por nossa democracia”. 
Se a gente não for para rua dizer que não queremos uma certa pessoa na comissão, ele vai continuar lá. Feliciano, qualquer maneira de amor vale a pena, 
disse a cantora, agitando a multidão, após cantar “Paula e Bebeto”, música de Milton Nascimento.

Políticos

Ao lado do casal, a ministra Marta Suplicy e o deputado federal Jean Wyllys também foram muito aplaudidos pelo público. "Quero reafirmar que o estado é laico e devemos respeito às pessoas, afirmou Jean pedindo o fim do “fundamentalismo religioso”. "Nós somos muitos e não somos fracos", concluiu ele parafraseando Lulu Santos

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o governador, Geraldo Alckmin (PSDB), deram o pontapé inicial da Parada Gay, cujo tema este ano foi “Para o armário nunca mais! União e conscientização na luta contra a homofobia”. Todos os políticos presentes discursaram contra a homofobia; Haddad falou da importância da luta contra o preconceito: "Existe amor em São Paulo. Vamos lutar contra toda forma de intolerância", disse o prefeito.

Ao ser perguntado sobre o possível conflito com sua religião — o governador de São Paulo é católico praticante — e a união entre pessoas do mesmo sexo, Alckmin disse que “a luta pela diversidade é de todos”. Ele negou pertencer à Opus Dei, prelazia da Igreja Católica, e disse que quando uma mentira é repetida muitas vezes, as pessoas acabam acreditando.

Público elogia organização do evento

"Daniela e Marta são nossas musas. Sem a Marta, a Parada não existiria. E, sem a Daniela, as celebridades não estariam preocupadas com o casamento gay" — disse William Nascimento, de 28 anos, elogiando a organização. Ele planeja se casar com seu parceiro em dezembro: "Meu sonho é poder casar na Igreja".

Diego Tavares, auxiliar de informática de 21 anos, que animadamente beijava um 'ficante' em plena Avenida Paulista, concordou com William: "Queremos casar e adotar um filho, queremos que as empresas não deixem de nos contratar só porque somos diferentes" — pediu o jovem.

A Parada terminou na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, por volta das 18h30m. Ao fim, haveria ainda show das cantoras Ellen Oléria, vencedora do programa “The Voice Brasil”, e Mariene de Castro. O palco foi montado na Praça da República.

[Fonte: adaptação da matéria escrita por Mariana Timóteo da Costa e Roberta Scrivano, de O Globo)

2 comentários:

  1. Perfeito!!!

    Esta foto da Marina com o Feliciano é um lixo eim? Aff ...

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  2. Oi, Bratz. Era uma montagem e eu não sabia (rsrs). Já excluí da postagem. Desculpe a falha! Bjaum.

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