Hans Dohmann e Carlos Tufvesson
 Nesta gestão, mais uma vez, é reconhecida a necessidade de tutelar direitos constitucionais e civis de um segmento absolutamente vulnerável como é o caso das travestis e transexuais da nossa cidade. Hoje é um dia histórico, mais uma vitória da nossa trajetória na Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual. É um modelo moderno e está alinhado com as demandas do movimento social atual.
                                        Carlos Tufvesson, coordenador especial da Diversidade Sexual (CEDS)  

Uma Resolução garantirá, de forma ampla, assistência à saúde de transexuais, travestis e transgêneros na rede municipal de saúde do Rio de Janeiro. Trata-se de programa que inclui acesso seguro a procedimentos de modificação corporal do sexo, a tratamento preventivo de saúde e assistência ao uso inadequado de hormônios ou silicone industrial. Outro benefício é a diminuição dos problemas de discriminação enfrentados por este segmento para acessar serviços de saúde.

Está prevista também a capacitação dos profissionais de saúde de serviços ambulatoriais especializados (Policlínicas), para a adoção de protocolos clínicos específicos em relação aos procedimentos de modificação corporal do sexo. Também serão bem-vindas as parcerias com serviços de unidades especializadas designadas pelo Ministério da Saúde para oferecer assistência aos indivíduos para a realização do processo transexualizador.

SMS, CEDS e representantes trans
O ingresso no programa será pelas portas de entrada regulares da atenção básica (Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde) e as ações em saúde desenvolvidas nas unidades deste nível da atenção encaminhando, sempre que necessário, para os serviços especializados de acordo com a complexidade exigida.
                                                               Daniela Murta,  assessora técnica de Saúde da CEDS-Rio

A iniciativa do projeto é do Grupo TransRevolução, na ocasião liderado por Giselle Meireles --homenageada durante o ato -- e é uma resposta concreta a uma demanda antiga do movimento social e atende a uma das metas do Plano Nacional de Saúde LGBT.  Desse projeto resultou a resolução que foi assinada na última sexta-feira (19) pela CEDS e pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), instituindo o Programa de Atenção Integral à Saúde da População de Transexuais e Travestis na Rede Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. 

Além do secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, e do coordenador da CEDS, Carlos Tufvesson, estiveram presentes ao ato os subsecretários da SMS, Betina Durovni e Daniel Soranz, e representantes da sociedade civil, entre eles membros do movimento social organizado pelos travestis e transexuais: Bárbara Aires, representante do Comitê Carioca da Cidadania LGBT, Indianara Siqueira, presidente do Grupo TransRevolução, Beatriz Cordeiro, supervisora do Projeto DAMAS da CEDS-Rio, Giowana Cambrone e Leonardo Peçanha, membro da Associação Brasileira de Homens Trans. 
Essa resolução coloca em prática o espírito do SUS (Sistema Único de Saúde), que é do direito universal à saúde, assegurado a qualquer cidadão.
                                                                                                    Hans Dohmann

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