Momento da briga: 2':28'' do vídeo
Alguns blogs estão divulgando um vídeo no qual contém cenas de um grupo de pessoas (homens e mulheres) agredindo verbal e fisicamente dois ativistas religiosos numa praça de Seattle (EUA). Todos os blogs afirmam que a agressão partiu de gays contra 'pastores' numa passeata gay.


Maracutaia

Pra começo de conversa, o cartaz nas mãos de um dos pregadores não faz relação à homossexualidade. Está escrito de um lado: "Covetousness is idolatry. Materialism. Pornogrhapy. Drug use. Rock music. Drunkness. TV Worship. Jesus Save From Sin". Do outro lado se lê: "Repent or else" (em tradução livre: Cobiça é idolatria. Materialismo. Pornografia. Uso de drogas. Música popular. Bebedeira. Culto à TV. Jesus salva do pecado. Arrependei-vos ou então...). 

Geralmente, quando pregam contra a homossexualidade, os pastores ou ativistas religiosos usam palavras como pederastia, sodomia, etc. Talvez seja justamente para provocar gays e afirmarem depois que foram vítimas de agressão verbal ou física. Mas, repita-se, não foi caso. Como vimos acima, o foco era outro.


Quem garante que o agressor é gay? 

Além de visivelmente bêbado (ou drogado porque mal se equilibrava de pé), o homem de bermuda quadriculada e camiseta cinza foi o único que verdadeiramente se irritou com os religiososs. Ele estava num grupo com algumas garotas e uma delas, a loira de cabelo preso e short jeans, parece ser a sua namorada -- quase no final do vídeo (vídeo: 2':24''), os dois decidem ir embora e saem de mãos dadas.

Nesse momento começou a briga propriamente dita. O nervosinho, que parecia ter ido embora, retornou correndo e partiu para o ataque. Ele achou que o amigo estava sendo agredido quando, na verdade, havia caído no chão com  um dos 'pastores' porque tentou arrancar o cartaz das mãos do religioso.  

Parada gay sem drag queens 

Não dá sequer para afirmar que naquele lugar estava acontecendo uma passeata gay. Note os arredores. Pessoas comuns passam pelas calçadas, vários casais heterossexuais, e alguns poucos homens travestidos que nada lembram as drags ou travestis performáticas das passeatas gays norte-americanas. 

Assista ao vídeo.


Um comentário:

  1. seu ultimo argumento, sobre as dragqueens, é o mais fraco. toda parada americana é igual?!?

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