Chegada de Francisco ao Rio e o cumprimento aos brasileiros ao desembarcar.
Com toda essa mobilização do país à visita do papa Francisco ao Brasil, me peguei pensando como seria mais producente se houvesse o mesmo entusiasmo político/social/empresarial/religioso/governamental/etc, para promover encontros de pessoas que efetivamente pusessem em prática ações que visassem o bem-estar geral da população.

Acho muito digno as pessoas cultuarem a fé em Deus. Eu tenho muita fé Nele. Recentemente pus isso em prática quando obtive resposta a uma indagação de ordem pessoal. Mas Deus e religião são distintos, apesar de muitas pessoas recorrerem a cultos para tentarem se aproximar Dele. E é melhor estar em igrejas, assistindo ao sermão dos padres ou dos pastores, do que roubando, matando, corrompendo e etc. Será?

Segundo a revista VEJA, com base nos dados divulgados pelo Censo de 2010 (IBGE), na última década a Igreja Católica teve uma redução da ordem de 1,7 milhão de fieis, um encolhimento de 12,2%. Essa queda, no entanto, parece ser proporcional à expansão das correntes evangélicas. Mantida essa tendência, de acordo com o cálculo da revista, o número de evangélicos empatará com o de católicos no país em, no máximo, 30 anos. 

Foi a primeira vez que o Censo detectou uma queda em números absolutos. Antes, o quadro era apenas de crescimento de católicos em ritmo cada vez menor. Apesar disso, o Brasil ainda detém o título de maior nação católica do mundo.

Por outro lado, no quesito violência, o Brasil é apontado como o 18º país mais violento do mundo. A pesquisa é do Instituto Avante Brasil que cruzou dados do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2012 com dados de homicídios de cada país. 

Honduras, El Salvador, Costa do Marfim, Venezuela, Belize, Jamaica, Guatemala, São Cristóvão e Nevis, Zâmbia, Uganda, Malauí, Lesoto, Trindade e Tobago, África do Sul, Colômbia, Congo, República Centro Africana são os dezessete piores, respectivamente. Note que seis pertencem ao continente africano, o mais violento e pobre do mundo, mas o Brasil ainda ganha da Etiópia que ocupa a 19ª posição do ranking.

O IDH é medido anualmente pela ONU com base em indicadores de renda, saúde e educação. Em 2012, mostrou o Brasil com nível de desigualdade social abaixo do esperado: 85ª posição entre 169 países. Já no quesito educação, isolado, o Brasil continua mal, obrigado: o Programa Internacional de Avaliação de Alunos - PISA - o classificou em 53º lugar, entre 65 avaliados em 2012. 

Na classificação do Índice de Percepção da Corrupção de 2012, avaliados pelo grau de transparência dos atos de cada país, o Brasil ocupa a 69ª posição, com 43 pontos (nota que varia de zero a 100).

Com tudo isso, vale a pena ser o país mais católico do mundo - possivelmente o mais evangélico também -, mas não saber aplicar as doutrinas cristãs? Que o papa traga mais juízo pra gente, isso sim. 

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