Você tem percebido que a mídia em geral cada vez mais mostra a família um pouco diferente daquela formada por pessoas de mesmo sangue? É bom lembrar que essa transformação alcançou também nossas leis. Desde maio de 201, o Supremo Tribunal Federal possibilitou, juridicamente,  a união estável entre pessoas do mesmo sexo em igualdade de condições com as uniões estáveis dos casais heterossexuais. União estável com a força de constituir entidade familiar.

E eis que me deparo à websérie "Família no Plural". Muito bem produzida, é fruto de um projeto realizado por um coletivo de estudantes e profissionais das cidades de São Félix e de Salvador-BA, com o apoio da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, do Portal Dois Terços e com o patrocínio da Fundação Cultural do Estado da Bahia, através do Calendário das Artes.

A primeira temporada é composta por 05 episódios e busca fazer um mosaico inicial sobre diferentes formas de constituição de laços afetivos, ampliando a ideia tradicional de família.  Você assistirá a vídeos que prendem sua atenção com assuntos diversos e misturados, como a família. Exemplo? A ideia de paternidade.
Eu sempre quis ser pai. Nunca pensei em ser mãe. E quando surgiu essa oportunidade, aos trinta e sete anos (...) eu abarquei essa ideia, era minha chance de seu pai
Assim João Nery, considerado o primeiro transexual masculino do País a passar por uma intervenção cirúrgica, começa a descrever sua visão de paternidade, que extrapolaria o vinculo sanguíneo. Ele ainda reforça como sua condição de homem-trans foi importante para passar valores mais plurais para seu filho, experiência que também é relatada em seu livro “Viagem Solitária”.

O episódio acima apresenta também entrevista com Vera Moris, coordenadora do grupo Homopater, que reúne pais que saíram de relacionamentos heterossexuais e assumiram sua homossexualidade. Duas experiências e dois relatos que apresentam formas plurais de se vivenciar a paternidade.

Adorei o 3º episódio: 'Direito e Religião'. Esse vídeo mescla declarações do reverendo Cristiano, um dos fundadores de uma igreja inclusiva, e do advogado Luan Cordeiro, que trabalhou como escrevente do 7º Ofício de Notas do Rio de Janeiro, um dos primeiros cartórios a oficializar uniões entre casais do mesmo sexo no país. Assista abaixo

Mais informações: FacebookBlog e Vlog (YouTube)


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