Ódio é um "sentimento de profunda inimizade; paixão que conduz ao mal que se faz ou se deseja a outrem", diz Aurélio.

Você consegue imaginar um adulto sentir algo assim pela criança que você vê na imagem acima? A aversão por gays é tão grande que, ao dirigir o olhar ao garoto dentro de um supermercado de algum lugar dos EUA, um grandalhão de barba cheia, camiseta camuflada, short rasgado e bota (descrição feita pela mãe do garoto) enxergou somente a presilha de renda arroxeada ou violeta que ele usava na cabeça.

Ao ouvir duas adolescentes perguntarem em tom de deboche à mãe da criança se ela era "homem" ou "mulher", o homem se aproximou e perguntou com sua voz grossa e alta: O QUÊ? ISSO É UM MENINO? -- segundo a mãe, se podia sentir o bafo de cigarro e de bebida vindo dele.

-- “Sim”, respondi seca, mas ainda sorrindo.

De repente, o homem avançou, arrancou a presilha do cabelo do garoto e a jogou em nosso carrinho de compras. Depois, com o braço em volta da cabeça do meu filho (sem usar força, mas não é esse o ponto) disse com sorriso alto e maldoso: “Depois você vai me agradecer, homenzinho”.

Meu filho levou sua mãozinha na parte da cabeça onde o homem acabara de encostar, apontou o dedo para ele e, pisando forte, gritou: “Não!”. Na mesma hora, entrei no meio dos dois e disse para o bêbado: “Se encostar no meu filho mais uma vez, vou arrancar suas mãos!”

O cara me encarou, olhou para meu filho com nojo e disse: “Seu filho é uma bichinha fudida. Virou as costas e antes de sair completou: “Ele vai levar um tiro um dia”.

Fiquei lá, parada, tremendo com os pulsos cerrados, esperando o homem sair pela porta do supermercado. Arrasada. Tremia muito, mas segurava as lágrimas para confortar o meu filho.

Nenhuma pessoa disse ou fez alguma coisa. Várias presenciaram a cena, mas ninguém veio oferecer apoio ou consolar a mim e ao meu filho.

Deixa eu repetir: meu filho tem 2 anos de idade.

Esse depoimento é da blogueira norte-americana Katie Vyktoriah Reed, autora do site A Mother Thing. O desabafo é bem mais extenso e foi postado por ela em seu site, depois que seu filho de apenas 2 anos foi alvo de chacota em um Walmart. Tudo porque o garoto gosta da cor rosa e usava uma presilha no cabelo.

O site de Katie e a matéria originalmente publicada no HuffingtonPost foram temporariamente removidos a pedido da polícia local que investiga o caso. Para ler o desabafo de Katie na íntegra, acesse o site Gajjo (fonte desta postagem).



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