Silvio Frazão
Coluna Happening Around


Setembro está chegando e é o mês da volta às aulas aqui nos EUA. Mas é também uma época de intenso frenesi nos bastidores dos canais de TV, vários programas habituais competem com os estreantes.


O 'line up' dessa temporada conta com nomes consagrados como Robin Williams, Toni Collette, os gatos Johnattan Rhys Myers, Blair Underwood e Stuart Thompson, a minha queridinha Anna Faris e o adorado de muitos Michael J. Fox (mesmo com o mal de Parkinson). Só para citar alguns. 

Duas comédias estão chamando atenção dos críticos e tenho grande esperança que sejam sucesso principalmente porque têm a ver com o universo gay.

O ator Sean Hayes, mais conhecido internacionalmente como Jack Mcfarland, de Will&Grace, tem usado seu talento como produtor nos últimos anos. E muito bem, diga-se! Seus dois programas “Grimm” e “Hot in Cleveland” são adorados pelo público e crítica -- eu mesmo sou maior fã de Grimm.


Hayes volta à cena com a comédia de meia hora “Sean Saves the World” (NBC) que gira em torno de sua relação com o chefe antipático, a mãe cheia de opiniões, a equipe de trabalho conturbada e a filha adolescente. Esse pai homossexual detinha a custódia parcial da filha e só a via nos finais de semana, mas as coisas mudam quando ela decide viver com ele 24 horas por dia, sete dias na semana.  Até então ele não tinha um parceiro, mas isso muda também. 

A segunda comédia que prevê outro personagem gay e out para todos é “Brooklyn nine nine” (FOX), com meu queridinho e supertalentoso Andy Samberg (Saturday Night Live 2005-2012). 

Samberg não é o gay da estória, mas Andre Braugher [ambos estão no centro da primeira foto]. Ele é  mais conhecido na tevê e cinema por papéis dramáticos. O ator de 50 anos viverá o capitão Ray Holt, gay assumido, casado e do tipo durão que dará canseira num grupo de detetives. Mesmo lutando contra o crime em NY, tem um jeito meio inusitado de lidar com o cotidiano da delegacia. 

Programas com personagens ou  famílias LGBT ("The Fosters" – ABC Family) demonstram que gays e lésbicas não são diferentes de qualquer outro segmento social, pois lidam com as mesmas provações e atribulações. Entretanto, para sobreviverem no mainstream, esses programas precisam do alto 'ibope'. Não é novidade pra ninguém, mas a verdade é que Hollywood só pensa em dinheiro e nada mais.


Silvio Frazão
Sobre o autor:
Jornalista, 40, carioca de nascimento e californiano por opção. Aquariano que sonha com o com o Hugh Jackman, mas também com a felicidade de todos, independentemente de sexo ou religião. Fan page: facebook.com/silvio.f.costa

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