A marca de cereal Cheerios, da General Mills, em maio deste ano, apresentou uma família formada por um pai negro, uma mãe branca e a filha do casal, em uma cena descontraída e trivial em torno do café da manhã. A propaganda foi atacada com mensagens racistas na página da marca no YouTube, a ponto de a empresa desativar a permissão para comentários. Assista abaixo.



Caso semelhante ao da General Mills ocorreu há cerca de quatro anos, com a Philadelphia. A marca de cream cheese também sofreu retaliações de cunho preceituoso ao  filmar um casal birracial brincando na cama ao acordar. Veja a seguir.



No tocante aos LGBT, você sabia que o primeiro comercial protagonizado por gays nos Estados Unidos foi da marca Ikea, em 1994? Confira.



Desde então, apesar de quase duas décadas passadas, grandes empresas ainda têm receio de arriscar com o público “mainstream”, de acordo com opiniões de especialistas. A indústria se moveu muito vagarosamente na direção de comerciais gays na mídia mainstream, segundo opinião de Laura Ries, consultora especializada Ries & Ries. 

Um parêntese nesse texto adaptado do site Correio 24 Horas. A Ikea pode ter engasgado há duas décadas com a reação do público, mas é hoje uma das que mais investem em comerciais de nicho LGBT, senão a maior. Há várias propagandas bem-humoradas com casais gays. Nos últimos anos, seguindo a mesma pegada de comédia, a marca de móveis e decoração tem incluído personagens transexuais.



Mas quem não gostou dessa vez foi a comunidade transexual. Apesar do humor, o comercial despertou a ira de um grupo representante dos transgêneros na Tailândia. Diferente do próximo que não sofreu represália e manteve a linha bem-humorada.

Leia mais em: "Comerciais no Brasil não acompanham as conquistas da comunidade LGBT"



Depois de contratar a apresentadora Ellen DeGeneres, assumidamente lésbica, como garota-propaganda no ano passado, a rede de lojas de departamentos J.C.Penney teve como resposta uma campanha de boicote na internet organizada pelo grupo One Million Moms. A varejista, entretanto, manteve a posição e voltou a inserir a imagem de casais gays em seus catálogos de Dias dos Pais e Dia das Mães.


A Urban Outfitters, também do setor de moda, foi foco de críticas do mesmo grupo homofóbico, após fotografar um beijo feminino para o catálogo. A expectativa é que as propagandas se tornem mais frequentes devido a uma decisão da Suprema Corte americana que, há dois meses, derrubou uma lei que barrava a legalidade das uniões homossexuais em nível federal.


Segundo a professora Sonya Grier, especialista em raça e etnia no mercado, da American University, em Washington, famílias multirraciais começam a receber atenção dos anunciantes porque representam atualmente um grupo de consumo em expansão, devido à elevação do número de casais formados por negros e brancos nos EUA, 

De acordo com o US Census Bureau, os casamentos heterossexuais interraciais ou interétnicos subiram de 7% em 2000 para 10% em 2010. Mas nem os casais multirraciais nem os homossexuais estão já suficientemente integrados à propaganda mainstream. Ainda há um caminho muito longo a seguir, segundo Ries.

A ausência de negros e brancos unidos em comerciais americanos é mais acentuada em anúncios de TV. E, em um país onde a questão racial histórica ainda polariza opiniões, parte do público reage negativamente aos avanços, como ocorreu com o vídeo do cereal Cheerios, da General Mills, em pleno ano 2013.

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