Por Marcos Alexandre
Coluna Película Cor-de-rosa




Na coluna anterior indiquei o filme De-Lovely, uma biografia de Cole Porter. Hoje continuo na mesma linha de biografias, mas o personagem principal não tem nada a ver com o mundo das artes (apesar de ter sido citado em uma música de... adivinhem... Cole Porter!). Trata-se de Alfred Kinsey, que foi professor da universidade de Indiana e que balançou (e transformou) a sociedade ao realizar a primera pesquisa abrangente sobre sexualidade humana.

Em nome da ciência e da evolução do conhecimento, Kinsey desafiou o puritanismo trazendo à tona assuntos como masturbação e homossexualidade. Foi perseguido por mostrar e defender a diversidade,
e por comprovar fatos como a grande frequência da masturbação e das experiências homossexuais. O cientista redefiniu fronteiras - e a descriminilização da homossexualidade foi resultado direto de seu trabalho de pesquisa.


Toda esta história é contada no filme Kinsey, de 2004, escrito e dirigido por Bill Condon, cineasta gay que ganhou notoriedade ao receber o Oscar de melhor roteiro adapatado por Gods and monsters (Deuses e monstros), produção de 1998 que ele também dirigiu sobre a vida de James Whale (outro cineasta gay, então já fica a dica deste filme também!).

Kinsey é estrelado por Liam Neeson no papel-título e por Laura Linney como sua esposa Clara em uma atuação que lhe rendeu uma indicaçao ao Oscar. A trama cobre 15 anos da vida do casal, período e que Kinsey entrevistou milhares de pessoas nos Estados Unidos.


Alfred Kinsey foi um visonário. Figura polêmica, teve uma vida controversa. Bill Condon entrevistou vários colegas de Kinsey antes de escrever o roteiro do filme, o que levou alguns anos de trabalho. O resultado é um excelente e instigante retrato de uma das figuras intelectuais mais importantes de nossa história e uma das mais relevantes para a cultura LGBT.

Assista ao trailer (inglês).


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