O aluno João Meireles, de 34 anos, estudante do segundo período de Direito da faculdade Fatepi/Faespi, em Teresina, procurou a Delegacia de Repressão às Condutas Discriminatórias e Proteção dos Direitos Humanos por conta do que ele chama de ataques homofóbicos por parte de outros alunos da instituição. 

João conta que logo no início do curso sentiu o preconceito. No começo, eram piadas e risos quando se manifestava na sala de aula. Aos poucos, durante debates sobre direitos humanos e liberdade de expressão, alguns colegas se manifestaram contrários à homossexualidade e passaram a reprimi-lo diretamente.

Em outra oportunidade, enquanto apresentava um seminário sobre homoafetividade e homossexualidade no ambiente jurídico, um aluno disse que João “queria inserir à força o assunto dentro da sala de aula”.

Após alguns meses, João solicitou à faculdade para mudar de sala, mas ele conta que a situação só piorou. Ele diz que um aluno é o principal agressor, mas há outros que também se posicionam contrários à sua orientação sexual e utilizam-se de citações bíblicas para discriminá-lo.

“Eles repetem que a conduta dos homossexuais é errada e cita trechos bíblicos. O pior de tudo foi quando disseram que gays são pedófilos, que são sempre promíscuos, como se a vida de toda pessoa homossexual fosse direcionada ao sexo. Não é nada disso, tem a ver com afetividade, não apenas sexualidade”, declara João.

A situação ficou crítica a ponto de ele se sentir extremamente ansioso sempre que ia para a faculdade. Há alguns meses, o estado psicológico e emocional de João ficou tão abalado que ele precisou ser internado durante 10 dias diagnosticado com colapso nervoso.

“Os médicos me disseram para evitar esse tipo de estresse, essa exposição a esse tipo de coisa, mas não tinha como, a situação acontecia praticamente todos os dias”, conta.

O estudante solicitou o auxílio domiciliar para acompanhar a turma, já que suas notas foram prejudicadas durante o semestre letivo. O pedido foi negado. Segundo a faculdade, a negativa se deu porque o auxílio é prestado somente a gestantes ou militares em situações específicas.

João diz que procurou a polícia porque, dentro da faculdade, não teve suporte de coordenadores ou professores. Ele conta que quer apenas retratação.

De acordo com os representantes da faculdade, os alunos devem ter o direito de se expressar livremente. Thiago Carcará, coordenador do Curso de Direito da faculdade, argumenta que a instituição tem ciência do problema e já conversou com João e com o outro aluno acusado das principais condutas discriminatórias contra ele. Thiago diz acreditar que o posicionamento não é direcionado a João, pois o aluno acusado tem posicionamentos fortes diante de diversos temas abordados em sala.

Fonte: [Portal O Dia]

2 comentários:

  1. Todo aluno de faculdade, tema mania de achar que vai mudar o mundo, nesse caso pode ter certeza que esse infeliz ou tem problemas psicológicos ou não passa de mais um enrustido querendo ter auto afirmação, me admira uma instituição de ensino, ainda mais dentro uma Faculdade de Direito, esse jamais sera um bom advogado, ele deveria era seguir a carreira de evangélico conservador, ou vai acabar sendo mais um nada na vida..

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  2. O que se pode esperar do PI, a nossa Uganda? Um futuro obscuro e violento aguarda esse pais tosco.

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