Quando há quase quatro anos Laerte Coutinho, cartunista mais premiada do País, começou a aparecer publicamente vestida com roupas e acessórios femininos, muito se especulou sobre a sua transformação, mas ela não falava abertamente sobre sexualidade. Dizia apenas que a intenção era transpor paradigmas e códigos sociais, e mantinha uma namorada.


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De lá pra cá, cada vez mais à vontade e feliz com a nova identidade aos 62 anos, ela contou que é homossexual à revista Rolling Stone de novembro, nas bancas na próxima semana.

“Eu estava pouco disposta a construir outra blindagem, sabe?”, Laerte conta, já bem acostumada a referir-se a si própria no feminino. “Escolhi não viver a minha homossexualidade por décadas. Não tinha mais como não ser eu.”


"Laerte já disse em entrevistas que teve a primeira relação sexual aos 17, com um homem. Vivia ainda com os pais e três irmãos em um ambiente de classe média em Alto de Pinheiros, São Paulo, e, sem coragem de enfrentar tabus, decidiu suprimir o desejo. Casou três vezes e teve três filhos. “Casei... por quê? Por pânico! Não é que eu não tenha prazer ou não tenha tido nenhum tipo de desejo por mulheres. É que eu estava vivendo um estado de negação permanente. E fui bem-sucedida durante muito tempo”.

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