Mais de duas décadas após contrair o HIV, Magic Johnson, a lenda do basquete que se tornou ativista, sentou-se de frente com Anderson Cooper na semana passada, no program AC360, da CNN, para uma entrevista franca sobre a luta contra o HIV, a homossexualidade na comunidade afro-americana e de seu filho gay Earvin Johnson III (EJ), que no início deste ano saiu do armário.

Johnson, que usa a Magic Johnson Foundation para conscientizar e apoiar pessoas com HIV/AIDS, falou sobre sua batalha pessoal e como sua imagem de sobrevivente do vírus pode ter alterado ao longo do tempo, passando de uma força positiva na educação das pessoas para uma força negativa de inspiração complacente. Johnson, bem consciente de seu status de estrela, referiu a si mesmo como "uma bênção e uma maldição do HIV".


"Eu sou a bênção porque levei pessoas a discutirem o tema, a tomarem coragem para realizar o teste do HIV na época. Por outro lado, eu sou a maldição porque as pessoas pensam agora: "Oh, o HIV não é nada. Eu posso ser como Magic Johnson que está aí, bem de saúde. Eu posso fazer a mesma coisa que ele, tomar o mesmo medicamento que ele toma e ficarei bem. Mas o que elas não entendem é que, em 22 anos, milhões de pessoas morreram".

Quando Cooper e Johnson falaram sobre a saída do armário de EJ,  Johnson comentou sobre a dificuldade que muitas pessoas negras LGBT enfrentam ao saírem. "Na comunidade negra, gays ou moças lésbicas têm medo de contar aos pais", disse ele. Johnson, que já trabalhou com os membros da comunidade LGBT por décadas, chegou a confessar que espera que a "comunidade" gay o ajude a cuidar de seu filho de 20 anos, dando-lhe o conhecimento que ele, como pai heterossexual, não tem.

"Eu queria que a comunidade gay ajudasse o meu filho a crescer e a se tornar um jovem bom, passando-lhe informações corretas a respeito de assuntos sobre os quais eu não tenho conhecimento para abordar com ele."


2 comentários:

  1. pelo menos ele nao agiu com preconceito, mas fato, a gente que é da raça negra carrega um duplo p no preconceito quando saimos do armario.

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  2. Interessante ele pedir ajuda na "educação" do filho, já que não pode ele mesmo responder a questões. Sinal de maturidade, aceitação e respeito para com a orientação do rapaz.

    Beijos Junior

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