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Em dezembro de 2013, o Identidade G fez o costumeiro recesso de final de ano e retornou às atividades somente em novembro deste ano. Foi um ano complicado de trabalho e compromissos. A atualização do blog era sempre adiada para o próximo mês e finalmente aconteceu. 

Ao longo desse período, quase nada mudou no tocante aos direitos civis LGBT. A maior novidade ficou por conta de um novo movimento que separa os gays entre esquerdistas e direitistas. Quem antes batia a cabeça - ou os cabelos -, agora bate o punho sobre a mesa para se declarar oficialmente de direita ou de esquerda. Que povo desunido!

Em resumo, os que se declaram de direita são contrários a projetos de leis que visem ampliar os direitos LGBT. Dentre outras justificativas, alegam que não se deve falar de homossexualidade nas escolas ou que a família está sendo destruída pelos, por eles denominados, esquerdistas. Estes, segundo eles, nos empurram projetos de leis que intencionam mudar o conceito de família -- aquele construído com o núcleo formado a partir de um pai e de uma mãe. Por certo, se referem ao Estatuto da Diversidade Sexual o qual, diga-se, não muda o conceito, mas amplia, do verbo incluir.

Parece mais discurso de religiosos fundamentalistas do que de gays que se dizem assumidos, mas, por mais contraditórios que pareçam, buscam a liberdade de escolha para formar a família que mais lhes aprouverem. Como se fosse possível optar, pois justamente faltam leis que lhes deem tal liberdade ou lhes autorizem.

O Identidade G não é ativista. É um blog que, dentre poucas postagens sobre músicas, celebridades, ciência, filmes e etc, se propõe a destacar as questões legais relacionadas aos LGBT. Isso nada mais é que ressaltar direitos civis e humanos os quais devem, ou deveriam, incluir indiscriminadamente todos os cidadãos, independentemente de origem, raça, sexo, cor e demais garantias previstas em nossa Constituição.

Não há nada de errado com os ativistas sérios. Para citar um bom exemplo, o deputado Jean Wyllys. Além de preparado e capacitado, ele é um elo relevante entre representantes da classe, associações e afins e o Poder Legislativo - órgão responsável pela criação das leis nesse país. 

Para se fazer leis, os legisladores devem obedecer ao princípio constitucional da igualdade, um dos mais, senão o mais, importantes princípios constitucionais. Se não o fazem, suas leis devem ser declaradas inconstitucionais. As normas não podem distinguir, abusar, segregar e, muito menos, criar ou aumentar desigualdades. 

Por outro lado, nós, pessoas, cidadãos, temos que buscar objetivos únicos como, por exemplo, o direito de casar que não em evento coletivo promovido pela prefeitura ou sem depender do julgamento de um juiz ou ainda de incluir nossos parceiros em benefícios do INSS sem nos submetermos a juízo de valor de terceiros. Enfim, temos que direcionar nossa conduta no sentido de não discriminar os semelhantes, através de preconceitos, racismos ou maledicências diversas. Devemos também denunciar os que comentem atos dessa natureza para que sejam penal e/ou civilmente responsabilizados, com base na Constituição e demais leis infraconstitucionais em vigor.

É isso que interessa.

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4 comentários:

  1. Realmente não avançamos quase nada, Neste contexto faço uma ressalva ao deputado Jean Wyllys pelo apoio incondicional dado a reeleição da presidente , que nesse governo, tirando conquistas através do Supremo, nada foi conseguido.
    Abraço

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    Respostas
    1. Oi, Elian. Concordo com a sua ressalva quando ao deputado Jean Wylllys. Esse apoio declarado a Dilma foi algo que eu não compreendi. Por outro lado, apesar dos motivos dele (não muito claros para mim), o considero inteligente e um parlamentar muito esforçado e capacitado. Abraços.

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  2. O blog pode ter estado parado, mas, você não. Junior, sempre antenado e se dizendo ativista ou não(o blog), sempre na busca da informação para nos manter atualizados. Gosto daqui Ju..

    Não desapareça de novo...rs

    Beijos

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