Sem filhos em sua maioria, os casais homossexuais têm sua renda revertida para cultura, lazer e turismo



Ao pesquisar sobre a importância e crescimento contínuo do consumidor LGBT na economia mundial, nos deparamos com sites e blogs de profissionais que transformam a polêmica 'preconceito versus tolerância' em estatísticas, números e, claro, resultados monetários.

Dois cenários se formam quando alguns desses empresários discorrem o tema sob as óticas pessoal e profissional. No primeiro caso, valores religiosos geralmente são considerados para justificar a intolerância na igualdade de direitos civis entre cidadãos héteros e homossexuais (casamento, adoção e etc) - o tratamento das leis brasileiras ainda é uma flagrante injustiça.

Contudo, a situação é outra quando entra o dinheiro rosa ou pink money. Nesse aspecto, critérios de avaliação se sustentam em bases puramente racionais. É quase unânime o reconhecimento de que para o público gay não pode haver discriminação quando se trata de hospedá-lo em hotéis, recebê-lo em lojas, restaurantes ou em outro estabelecimento comercial qualquer.

Por ser um nicho de poder no mercado, o tratamento deve ser diferenciado. Há reiterados alertas de profissionais dos setores de entretenimento e lazer - os mais rentáveis do dinheiro rosa na economia mundial - para que seus subordinados sejam treinados para lidar com a exigência do consumidor LGBT. “Sem filhos em sua maioria, os casais homossexuais têm sua renda revertida para cultura, lazer e turismo”, disse ao Dinheiro o inglês Paul Thompson, fundador da LGBT Capital.
Paul Thompson, fundador da LGBT Capital: "O Brasil é um mercado onde temos interesse em investir no futuro"
Com sedes em Londres e Hong Kong, a companhia de Thompson foi fundada em 2010 e é especializada em administração de ativos e em consultoria financeira e empresarial dirigida à comunidade LGBT. Atualmente com US$ 350 milhões em ativos sob gestão, a gestora viu uma grande oportunidade nesse público, que reúne 400 milhões de pessoas e tem poder aquisitivo de US$ 750 bilhões somente nos EUA (leia quadro). “Mesmo com rendimentos acima da média, a comunidade LGBT ainda não planeja o futuro corretamente, embora já tenha começado a sentir essa necessidade, principalmente no que diz respeito à aposentadoria e à proteção ao parceiro”, afirma Thompson.

No Brasil ainda não existe uma empresa financeira voltada exclusivamente para esse público.

Já que a tolerância LGBT surge por meio de grana, vamos aos números.
  • O consumidor gay gasta 30% mais em bens de consumo do que o heterossexual;
  • Movimenta estimados US$ 3 trilhões por ano ao redor do mundo;
  • Rio de Janeiro é considerado o melhor destino LGBTs internacional do mundo;
  • A comunidade LGBT norte-americana movimenta em torno de US$750 bi; no Brasil, ela é responsável por cerca de $75 bi (R$300 bilhões) ao ano, segundo a consultoria InSearch Tendências e Estudos de Mercado;
  • No mundo, o consumidor gay realiza por ano uma média de seis viagens de longa-distância, contra apenas 1,4 do heterossexual (Community Marketing Inc.);
  • No Brasil, cerca de 40% dos consumidores gays, cerca de 18 milhões, pertencem às classe "A" e "B". Ou seja, são ricos.
  • A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo é um exemplo do poder de consumo desse público. As estimativas do setor de turismo avaliam que quatro milhões de pessoas participam do evento. Apenas durante a festa, o gasto médio per capita gira em torno de R$ 182,10. De acordo com o Observatório do Turismo, núcleo de pesquisas da Secretaria Municipal de Turismo de São Paulo, cada turista deixa, em média, R$ 1.200 na cidade. 

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Fontes: Dinheiro; Panrotas

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