Apesar de uma recente pesquisa ter apontado a Itália como destino preferido da comunidade LGBT da Europa - e o segundo país pelos gays de todo o mundo - , a Corte Europeia de Direitos Humanos considera que o país, atualmente, não oferece nenhuma proteção para o relacionamento entre homossexuais.

O tribunal se pronunciou no sentido de que a Itália deve reconhecer a união duradoura entre duas pessoas do mesmo sexo, pois o país viola o direito à vida familiar, garantido pela convenção assinada por todos os estados europeus.

Segundo o site Conjur, a decisão da corte não é definitiva e a Itália pode recorrer. O país, fortemente católico, tem se recusado a atender ordens do próprio Judiciário italiano para aprovar alguma lei que proteja a união entre gays.

Em julho, Paola Binetti, membro da Câmara dos Deputados da Itália, que detém diploma de médica em psiquiatria, empregou uma lógica distorcida para resolver o problema, segundo suas declarações em entrevista dada ao The Huffington Post:
Para que discutirmos leis sobre uniões civis para casais homossexuais e nos envolver em longos e semânticos debates acerca do que "casamento" significa hoje? 
Ao invés disso, a política italiana propõe que gays e lésbicas mudem suas identidades de gênero:
Basta apresentar seus documentos, declarar como se sente e como quer ser considerado e a sorte estará lançada.
Dos 47 países europeus, 24 reconhecem o relacionamento entre dois homens ou duas mulheres. Desses, 11 permitem que gays também se casem. No julgamento anunciado nesta terça-feira (21/7), a Corte Europeia de Direitos Humanos disse que os estados não precisam liberar o casamento para os homossexuais, mas devem garantir alguma proteção legal para as uniões, semelhante ao que é garantido ao matrimônio.

Fonte: Conjur e Avocate

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