O Rio será a capital mundial do cinema com a abertura hoje (01/10) da 17ª edição do Festival do Rio que tem, entre outros destaques, os dilemas da pré-maturidade.

Histórias sobre experiências e vidas de jovens LGBT em um país ainda dominado por extrema homofobia. Um olhar sobre a situação atual e os problemas de jovens marginalizados por conta de sua sexualidade. Entre os temas, a busca pela identidade, a heteronormatividade forçada e a luta para ser aceito. Prêmio especial do júri do Teddy, Berlim 2015​
A crise econômica do país atingiu o Festival que começa enxuto: cerca de 250 filmes em 25 salas neste ano, ante os 350 em 35 locais da edição de 2014.

"Cenário diferente seria impossível num ano como este: não havia como não pensar em reestruturação", afirma Ilda Santiago, diretora do festival. "Os parceiros regulares não saíram, mas perdemos alguns dos patrocinadores eventuais, outros pediram alguns ajustes pontuais."

A Petrobras, uma das maiores patrocinadoras do festival, investe nesta edição o mesmo que nos dois anos anteriores (R$ 1,4 milhão via patrocínio direto). Informa à Folha, via assessoria, que ainda não consegue estimar os aportes que aplicará em 2016.

Greg é um adolescente que só quer passar despercebido pelo colégio. Passa os dias ao lado de Earl, seu único amigo, refazendo filmes clássicos em versões amalucadas, como Cidadão Kane da terceira idade. A mãe o força a se aproximar de Rachel, colega de classe com leucemia. Os dois são surpreendidos ao perceberem que têm muito em comum. Quando a saúde dela piora, o mundo de Greg muda para sempre. Melhor filme e prêmio do público, Sundance 2015.
MUNDO ADOLESCENTE

Nos filmes de sua programação há uma profusão de longas que revolvem sexualidades complicadas e conflitos com o mundo vividos por jovens personagens.

Dez ficções giram em torno da chegada da maturidade. "Todos os festivais têm notado a tendência", diz Ilda.

Confira a lista de alguns filmes.

"Cinco Graças"

[Cannes] de Deniz Gamze Ergüven. Sobre irmãs turcas de sexualidade reprimida. 

"Eu, Você e a Garota que Vai Morrer"

[Sundance] De Alfonso Gomez-Rejon. Leia resenha abaixo da foto acima. 

"Gigante Adormecido"

De Andrew Cividino, o filme foi exibido em Toronto e traz um garoto às voltas com sua percepção sobre morte e sobre sexo.

"Short Skin"
Do italiano Duccio Chiarini. É protagonizado por um jovem angustiado diante da possível perda da virgindade. 

"Febre Ondulante"
De Hiroshi Ando. O filme japonês trata de sexo sem limites entre dois adolescentes.

"The Diary of a Teenage Girl"

De Marielle Heller. Fala de amor e sexo na era hippie. 

"Aos 14"
De Helene Zimmer. As diferentes visões de mundo de três meninas francesas. 

"Histórias de Nossas Vidas"
De Jim Chuchu. Sobre jovens LGBT no Quênia.

"Dora ou as Neuroses Sexuais de Nossos Pais"
De Stina Werenfels. Uma garota de sexualidade desenfreada. 

"Micróbio & Gasolina"
Do francês Michel Gondry, um road movie adolescente.

"Tangerine"


Fora do circuito adolescente, "Tangerine" se destacou no Festival de Sundance deste ano. Todo filmado com iPhone e dirigido por Sean Baker, 44, o longa retrata uma subcultura pouco mostrada no cinema, a das transexuais profissionais do sexo. "Há algo sobre áreas caóticas que me intrigam", diz o diretor em um café de Hollywood. "Eu não tinha uma premissa nem nada, mas sabia que queria fazer um filme ali, no Donut Time. Não preciso de um roteiro enredado ou de início, meio e fim para fazer um filme. Preciso, sim, conectar-me com minhas personagens."

Uma empreitada "diferente de tudo que você já viu antes", de acordo com o jornal inglês "The Guardian", "com um elenco perfeito e direção belíssima", segundo o "The New York Times".

"Essas mulheres usam humor para lidar com suas dificuldades", afirma o diretor. "Se você passar um tempo com elas, vai perceber que são muito espirituosas. Elas vendem o corpo nas ruas, mas são pessoas muito coloridas. Quis fazer um filme que elas pudessem apreciar."

Baker rodou o longa utilizando apenas câmeras de iPhones 5S. Com um orçamento de US$ 100 mil, ele não conseguiria cobrir os gastos com equipe e com câmeras e aparatos profissionais. Veja o trailer.




Outros destaques da programação no site do Festival do Rio. Curta a nossa fanpage no Facebook.

FESTIVAL DO RIO
Quando: de 1/10 a 14/10
Quanto: de R$ 8 a R$ 20

Via

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