Ele foi a estrela mais incompreensível de Hollywood. Agora, mais de 300 horas de fitas gravadas e escondidas por Marlon Brando revelam um homem autodestrutivo e os demônios por trás dos altos e baixos artísticos. 
Foto: Alamy
O diretor do documentário "Listen to me", que estreou nos EUA em julho de 2015, conta essa história extraordinária.

Tradução livre de parte da matéria escrita por Stevan Riley, 16 de outrubro de 2015 [The Telegraph]

Há um ditado que diz: "Quanto mais velho se fica, mais difícil é fazer amigos íntimos". Eu não esperava, portanto, que próximo dos 40 anos, desenvolveria um dos relacionamentos mais íntimos de minha vida. Mais incrível ainda é que a pessoa em questão está morta há mais de 10 anos e é conhecida pelo nome de Marlon Brando.


Meu primeiro contato com Brando foi através do telefonema de John Battsek, cabeça do documentário 'Passion Pictures', no final de 2012. "O que você sabe sobre Marlon Brando?", perguntou. "Não muito", respondi . "Bem, como você gostaria de conduzir uma reportagem sobre ele?".

Meu conhecimento de Brando era escasso. Eu sabia que ele era universalmente aclamado como o maior ator de todos os tempos. A essência de seu trabalho eu instintivamente conhecia, tendo assistido a suas atuações em O Poderoso Chefão, O Último Tango em Paris e 'Apocalypse Now'. O resto eu li nas manchetes publicadas nos tabloides britânicos, grande parte negativas, que o transformaram num circo de esquisitices.

Li que ele era ardiloso e excêntrico; de difícil controle, condenado ao isolamento por Hollywood. Uma personalidade viciante e um mulherengo insensível que deixou corações partidos e alguns suicídios em seu rastro. Havia uma tragédia familiar terrível: a matança perpetrada por seu filho, seguida do suicídio da filha. Tudo isso apressou o seu exílio do olhar público.


As últimas informações da mídia foram de uma reclusão conturbada; de um homem que lutava com seus demônios, empenhado na autodestruição a começar pela comida em excesso - uma aberração a sua antiga beleza jovem.

As biografias publicadas mais tarde eram preocupantemente sombrias e prejudicavam mais a sua imagem pessoal. Cada autor, mesmo aqueles que conheceram Brando, inseriram ressalvas de que ele era impenetrável; um mistério envolto num enigma. Os únicos relatos incisivos eram das rejeitadas ex-namoradas ou de funcionários descontentes que o pintaram como uma figura diabólica. 

Eu esperava celebrar Marlon Brando, mas agora me pergunto se conseguirei pelo menos gostar dele.

O filme inteiro é narrado pelo próprio Marlon Brando, seguindo as gravações inéditas das fitas. Assista ao trailer.

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