"Pati muito jovem ficou grávida do namorado. No dia do nascimento do baby, ela me pediu para filmar o parto. Lá fui eu de câmera em punho. Nunca havia assistido um parto de perto. No hospital, a vi gritando com as contrações. Nossa, fiquei assustada com aquilo. O parto foi normal e filmei tudo. Exagerei nas imagens que se revelaram depois um filme de terror. Até hoje rimos dessa situação."
Foto: arquivo pessoal
Quem narra esse acontecimento é a amiga Carla Adriana Lindemann, 46 anos, solteira, professora de educação física. Atualmente mora em Caraguatatuba - SP onde dá aulas de canoa havaiana.
A mamãe é Patrícia Bomfim, 37 anos, solteira, autônoma no setor de alimentos em Florianópolis-SC onde mora hoje em dia.
Carla e Patrícia se conhecerem em Porto Alegre, em 1994, numa aula de natação. No primeiro dia de treino, Patrícia se deparou com uma instrutora animada: “No começo achei Carla uma professora muito escandalosa. Mas foi justamente o jeitão dela que mais tarde conquistou minha amizade”.
Carla é extrovertida, hiperativa e desorganizada; Patrícia é calma, muito organizada e preguiçosa. A combinação parece não ser das melhores para uma convivência pacífica. “Minha vida sempre é corrida; nunca fui uma pessoa organizada. Às vezes Pati reclama e isso já gerou conflitos. Chegamos a nos estranhar, mas sempre nos respeitamos. Fora isso, ela é amorosa, doce, muito inteligente, culta e linda”.
Um ponto forte é o espírito livre das duas para encarar o cotidiano. "É uma ligação de seres. Temos uma leveza na forma como levamos a vida", avalia Patrícia. Os defeitos não são omitidos: "Carla é faladeira, teimosa e hipocondríaca, mas gosto de seu jeito carinhoso, extrovertido, proativo, corajoso e determinado”.

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Patrícia revela fragmentos curiosos sobre a determinação de Carla: “Certa vez torci o tornozelo e meu namorado não tomava atitudes; ele não sabia o que fazer. Carla me pegou no colo, me botou no carro e me levou ao ortopedista. Outra foi quando lhe dei carona e meu carro estava com defeito no farol. Quando paramos num sinal, ela desceu e rapidinho deu um jeito no mau contato. É incrível a capacidade e o senso prático dela”.
Sobre a diferença de sexualidade, as duas contam que nunca vivenciaram embaraços ou constrangimentos. Carla se mostra uma resolvida quanto a isso. “Sempre fui na minha. Não sou ligada a mentiras; se quer saber algo pergunte e responderei. Caso contrário não pergunte. Esse sempre foi meu lema”, explica.
O companheirismo das amigas é destacado por Carla. “Por causa de algumas dificuldades que passei, Patrícia me acolheu duas vezes em sua casa. Sempre presente, me recebeu de portas abertas”, confidencia.
“Amiga na dor e na alegria”, finaliza Patrícia.
Apesar da distância, as duas se falam frequentemente e quando dá se reúnem na praia com outros amigos.
Projeto "Meu Amigo LGBT" - Facebook.

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