Durante a sessão de fotos para a capa da revista Gente, de O Globo, Juliano Cazarré criou um personagem para o homem que veste casacos esportivos de luxo, combinados com detalhes em cores vibrantes:

"Pensei em um cara sensível, com menos energia do que eu, o rosto com músculos relaxados, suave, mais yin. Mas, em algumas horas, eu só estava fazendo a boca que me pediam. Estar em um ensaio de moda ainda é misterioso para mim", admite.


"Eu gosto de roupa. Quando era criança, brincava de vestir um tênis da minha mãe, amarrava lenço na cabeça. Na adolescência, nunca fui de nenhuma tribo, mas buscava me sentir confortável e bonito com o que vestia. E isso se mantém até hoje, com a diferença de que estou cada vez mais discreto. A superexposição me faz querer aparecer menos".

"Gosto de ver os ensaios da “Cause Magazine” - revista conceitual de artes e moda que Letícia - sua esposa -, lançou este mês, quero participar mais de perto das próximas edições", adianta ele, que escreveu um artigo sobre identidade de gênero na edição de estreia.



No casamento, o papel social do gênero não é o costumeiro. Juliano está mais para um homem feminino, enquanto Letícia é uma mulher masculina. Ela paga as contas, contrata pedreiro, cuida do eletricista. Ele cozinha, faz feira, lê história para os filhos e coloca os meninos para dormir.

"É difícil para os homens e até para as mulheres; o machismo está enraizado. Eu mesmo admito que, apesar de me policiar, me pego com atitudes e comportamentos machistas."





Imagens: O Fuxico. Gente IG, O Globo

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