"Sou gay, sempre fui, sempre serei e não poderia estar mais feliz, confortável e orgulhoso comigo mesmo", Anderson Cooper, principal âncora do CNN.
Um artigo da revista Exame relata a situação do paulista Ricardo Yuki, executivo do Citibank, que não esconde sua orientação sexual na empresa nem o status de casado com homem. Aliás, por causa do casamento ele quase perdeu uma promoção. 

Ricardo teria que se mudar de país, mas seu marido não podia acompanhá-lo. É que, apesar de o casamento entre pessoas do mesmo sexo ser permitido no Brasil e mais ainda nos EUA [por lei], não foi possível obter o visto para o marido por causa da política de imigração ainda inadequada nos EUA.

A solução encontrada entre Ricardo e a empresa foi permanecer morando no Brasil e a cada 15 dias viajar para escritórios do Citi em outros países. Hoje ele é superintendente da área de risco e comanda uma equipe de mais de 200 pessoas espalhadas pelo mundo.

Ricardo trabalha na empresa há uma década e nunca escondeu sua sexualidade. Fica claro que se fez respeitar. Ele afirma que nunca sifreu preconceito, porém não dá detalhes de como conseguiu driblá-lo no início da carreira.

Ricardo Yuki / via Exame: "Nunca senti nenhum tipo de preconceito. Mas sempre vivi numa bolha, com pessoas de boa formação. É muito mais fácil. Todos sabem que moro com meu namorado. Ele vai comigo a festas da empresa"
E aqui está o ponto central: quando é chegada a hora de revelar na empresa - ou deixar de omitir, conforme o entendimento de cada um?

Segundo o artigo, histórias como a de Yuki ainda são minoria. Não há dados oficiais sobre a população brasileira que faz parte do grupo LGBT. Registros só do Censo 2010 -  60.000 casais homossexuais declarados -, mas foram coletados quando o casamento entre pessoas do mesmo sexo não era permitido.

O restante é também interessante. Merece destaque um pequeno parágrafo que nos deixa reflexivos:
"Diferentemente do que ocorre com outras minorias, a presença de homossexuais só é detectada quando e se eles se manifestam. E nunca houve incentivos para isso. Ao contrário. O medo de rejeição está no topo das razões para o silêncio. A falta de exemplos no topo também nunca ajudou."
Sobre isso, vale conferir a matéria sobre Tim Cook, SEO da Apple, que assume publicamente a homossexualidade com objetivo de inspirar outras pessoas a exigirem tratamento igualitário no trabalho.

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