Desde setembro, o agora ex-secretário da Cultura Marcelo Calero, 33 anos, não posta nada em seu perfil do Facebook. Talvez seja reflexo da angústia sofrida nos últimos meses que culminou com a renúncia do cargo há poucos dias.

Por outro lado, desde que ficou "desempregado", não para de pipocar comentários de novos fãs elogiando a atitude desse ex-diplomata que de assumido mesmo tem a honestidade e a coragem.

Não é pouca coisa. Imaginemos quão desagradável e repulsiva pode se tornar a (o)pressão vinda da ganância, egoísmo e improbidade - atributos não compatíveis ao cargo público - de alguém que é braço direito do presidente da República, o secretário de Governo Geddel Vieira Lima. 

Nas palavras de Calero (G1.Globo):

Última foto postada Instagram - ele costumava
sorrir mais 
"Não desejo isso pra ninguém. Estar diante de uma pressão política, diante de um caso claro de corrupção. Venho aqui de cabeça erguida e peito aberto. Desde o primeiro momento eu fui muito claro, que nada fora do script, do roteiro, iria acontecer. Nem que isso custasse eu sair do ministério. Tenho uma responsabilidade com as pessoas em nome de um projeto."

[Geddel é dono de um apartamento que faz parte de um empreendimento de 30 andares a ser construído em Salvador. As obras foram embargadas pelo iPhan e a pressão era para que Calero interferisse para liberá-las.]

Falemos agora do lado pessoal e de outros atributos do ex-secretário. Dizem aqui e acolá, que é gay. Não se tem declaração pública da sexualidade desse carioca da Tijuca, como se apresenta no Instagram.

Aliás, na rede social o bonitão é (ou era) mais elogiado pelo visual do que pela competência - esta já questionada pela atriz Sônia Braga. Mas no atributo beleza não deve haver muitas discordâncias.


No início do ano, ainda secretário de Cultura do Rio de Janeiro, Calero publicou no Facebook a sua trajetória e planos profissionais, dentre os quais se eleger deputado federal. Agora faz mais sentido analisá-los.
"Tenho mais de dez anos de serviços prestados ao meu País e à minha Cidade no exercício da função pública. Primeiramente na CVM, depois na Petrobras, no Itamaraty e, atualmente, na Prefeitura do Rio. Para mim, portanto, ter pretensões políticas é extremamente saudável e inerente às funções e à liderança que assumi com toda a responsabilidade e dedicação, desde o meu ingresso no serviço público em 2005.
Em 2010, fui candidato a deputado federal. Desde o ano passado, sou filiado ao PMDB e, com a proximidade do pleito de 2016, a ideia de voltar a me candidatar a um cargo eletivo foi cogitada. Tive oportunidade de conversar com políticos, artistas e outros interlocutores e pensei seriamente no tema. O prazo para desincompatibilização se encerrou esta semana e, após conversar com o Prefeito Eduardo Paes e com o Secretário Pedro Paulo, decidi seguir à frente da Secretaria Municipal de Cultura, onde assumi compromissos que vou honrar, por considerar que, acima de qualquer ambição pessoal, deve estar o interesse maior da boa administração pública. Minha geração, acredito, tem a missão de fazer valer essa máxima como prática política efetiva.

Temos entregas importantes para fazer ao longo de 2016, sendo a principal delas, a programação cultural dos períodos Olímpico e Paralímpico. Por meio de nossos programas de fomento e de requalificação dos equipamentos culturais, a Secretaria Municipal de Cultura vai dar vez, voz e palco a artistas e demais fazedores de cultura da Cidade. Já selecionamos quase 300 atrações e, até a Olimpíada, entregaremos reformados, dentro do programa ReCultura, equipamentos culturais estratégicos, como as Areninhas Cariocas de Bangu e Realengo, o Centro Cultural Municipal Professora Dyla Sylvia de Sá, boa parte dos teatros da rede municipal - que contam com novos e dedicados residentes artísticos – e o Museu Histórico da Cidade, que reabre no dia 30 de junho. Isso, sem falar, no programa de fomento às artes que devemos lançar nas próximas semanas.
Numa Cidade como o Rio, pensar a política pública para a Cultura é tarefa extremamente desafiante, tendo em vista a multiplicidade de vozes e atores. Temos buscado resolver as questões que identificamos como prioritárias e deixar encaminhadas tantas outras. Se a gestão é considerada positiva, isso decorre muito mais da generosidade de todos com quem tive oportunidade de conversar nesses últimos anos do que da minha própria competência, certamente. 
Agradeço ao Prefeito Eduardo Paes e ao Secretário Pedro Paulo, que me deram respaldo político para levar adiante esse trabalho. Espero que a gente possa estar juntos até o final de 2016. Um abraço a todos."



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